Desde o início de abril está em vigor a proibição de utilização de áreas públicas pelos comerciantes informais francanos. A determinação fez com que os proprietários de trailers buscassem alternativas para continuar trabalhando. A principal foi alugar e se mudar para áreas particulares.
Para o comerciante Jurandir de Assis Riquieri, que trabalhava em um trailer na Avenida Integração e agora ocupa um cômodo alugado na mesma região, a mudança foi prejudicial. "Tínhamos estacionamento e era possível fazer atendimento nos carros. Agora o movimento caiu e estou até passando por dificuldades financeiras. Antes eu vendia 90 a 100 lanches por dia e agora só vendo a metade disso", disse, indignado.
Queixa semelhante tem o "boloteiro" Eziel Fernando dos Santos, que trabalhava na Avenida Abrahão Brickmann, no Parque Vicente Leporace. "Antes eu podia atender 70 clientes e hoje cabem só cinco aqui. O movimento caiu muito e já dispensei dois funcionários. Se continuar assim devo demitir mais gente", afirmou.
Há também alguns casos, em menor escala, de informais que tiraram proveito da mudança forçada. Quando a determinação de desocupar as áreas públicas foi anunciada pela Promotoria, Fabrício Berigo Carneiro ficou revoltado por ser obrigado a retirar seu trailer de uma praça na Vila Industrial, onde vendia cachorros quentes havia dez anos. No dia 1º de abril, inaugurou uma nova lanchonete na Avenida Champagnat. "Não tenho do que reclamar. O movimento aumentou e vou ter que contratar mais quatro funcionários. Realmente este foi um mal que veio para o bem", disse Carneiro.
<b>FISCALIZAÇÃO</b>
Ismael Xavier, chefe do setor de Fiscalização da Prefeitura, disse que suas equipes continuam percorrendo as ruas da cidade para flagrar comerciantes que estejam trabalhando de maneira irregular, mas até agora ninguém foi autuado. "O pessoal está obedecendo à determinação e não registramos nenhum caso de desobediência. Estamos acompanhando também a demolição das antigas lanchonetes para que as áreas públicas sejam desocupadas o mais breve possível".
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.