O trabalho preventivo realizado pelos francanos sob o comando da Prefeitura de Franca acabou a dengue na cidade. Pelo menos, por enquanto. Nenhum caso da doença foi confirmado de janeiro até agora. No mesmo período do ano passado, a Secretaria de Saúde registrou 16. O número de suspeitos, também nos primeiros meses do ano, despencou de 246 para 45. O secretário de Saúde Alexandre Ferreira atribui o resultado ao trabalho realizado no último trimestre do ano passado, chamado de “bloqueio de larva”, mas alerta: a contribuição popular precisa ser mantida.
Segundo Ferreira, a ação consistiu em mapear os criadouros da cidade e trabalhar cada um deles como de fosse um caso confirmado de Dengue. “Descobrimos aonde os mosquitos estavam voando, traçamos com um compasso um raio de 500 metros ao redor de cada ponto e eliminamos todos os criadouros em cada quarteirão dentro dessa área. Assim, os mosquitos adultos ficaram sem local para colocar ovos”, explicou Ferreira.
O resultado é ainda mais representativo se for considerado o período do ano, no qual, historicamente, as estatísticas apontam para o aumento no registro de casos em todo o País. “O período de chuvas e calor é o mais crítico. Ainda estamos em alerta porque o clima este ano anda meio esquisito, mas a tendência é de que o mosquito diminua sua velocidade de reprodução com a chegada do frio”, disse o secretário.
Mesmo assim, o chefe de Vigilâncias em Saúde, Fernando Baldochi, insiste que o trabalho tem que continuar. “Os bloqueios de larva e as ações nas escolas e em centros comunitários... Não podemos parar. O trabalho de combate à Dengue é diário e sem fim”, afirmou Baldochi.
<b>SUSPEITO</b>
Apenas um caso preocupa o departamento de Vigilância em Saúde de Franca. Ele teria sido registrado no Bairro Santa Cruz, mas o paciente teria contraído a doença durante uma viagem a Goiás. De acordo com Alexandre Ferreira, o diagnóstico teria sido confirmado em um exame feito por um laboratório particular, o que não é aceito pela Secretaria Estadual de Saúde. Para acabar com as suspeitas, a Prefeitura aguarda o resultado de um novo exame a ser realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. Segundo a secretaria, o material já foi enviado.
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