Contraditório e superficial o comentário da leitora Ana Maria Matos de Andrade (http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=42302&materia= Ovelha%20negra). Em um ponto ela afirma: “Sabemos que existem bons policiais, mas por causa de um como esse a imagem de todos fica arranhada”. Ainda assim, pergunta “Em quem devemos confiar? Se a polícia, que é paga para nos dar proteção faz isso, então vamos contar com quem?”. Cara senhora, os indivíduos deveriam ser providos de “discernimento”. Já que a senhora afirma que existem os bons, posso afirmar que também em seu círculo social haja pessoas em que se pode ou não confiar. E espera-se que se possa fazer julgamento de caráter daqueles que a rodeiam baseado em suas atitudes e não em suposições. Colocar em dúvida o caráter ético de toda uma instituição com base na atitude de uma pessoa ou de uma ínfima minoria é, no mínimo, irresponsável. Não podemos saber se o policial é honesto assim como não podemos saber se o padre é pedófilo, assim como não sabemos se o pastor é charlatão e utiliza o dinheiro doado de boa-fé pelos fiéis apenas para uso próprio. Ao assumir um cargo de responsabilidade para com a vida, seja religiosa ou social do seu próximo, nenhuma pessoa ganha uma capa de “santo” e tampouco está isenta de cometer erros ou ter desvio de caráter. O que se espera daqueles que erram é que sejam julgados por seus atos e não que os aproximadamente 90 mil policiais do Estado de São Paulo tenham sua imagem “arranhada” pela atitude de um indivíduo.
Viviane Araújo
Franca - SP
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