Por que, mesmo?


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Fico aqui pensando! Jesus nasceu e morreu para que aprendêssemos a nos amar, respeitar e perdoar uns aos outros. Coerente, mesmo no momento de sua morte, ainda salvou um ladrão que estava ao seu lado. Jesus sofreu muito e morreu para que sua morte fosse lembrada no dia da Páscoa. Não me recordo de nenhum lugar das escrituras onde se tenha dito que “Jesus tomou o pão e tendo-o abençoado, partiu e o distribuiu aos seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei, isto é o meu corpo”. Depois, tomou do cálice e, dando graças, deu-o aos discípulos dizendo: “bebei dele todos vós, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados. Este é o boneco de Judas. Pegai, batei, surrai, em memória de mim”. Então vem o ser humano e deturpa tudo o que ele tentou nos ensinar com sofrimento e dor. Cria uma tradição em que crianças e jovens apedrejam, xingam, batem, descarregam todo o ódio num boneco simbolizando Judas, o traidor, tudo isso sem saber porque “é tão importante” explodi-lo. Então, talvez com pena de Judas apanhar todos estes anos e mais ninguém saber por que ele apanhava tanto, resolvem trocar o personagem por outro e todos vão descontar seu ódio e raiva em alguém que acreditam ter causado muitos problemas ao mundo. Há uma história ilustrativa: “Certa vez, num templo, na hora do culto religioso, um gato começava a miar sem parar. Então, o celebrante pedia para que alguém amarrasse a boca do gato para que o culto continuasse. Assim se fazia todos os dias. Naquele horário o gato era pego e amordaçado. Logo criaram o cargo de amarrador oficial da boca do gato. Então, passaram a torturar o gato antes do ritual, esfolavam o gato para depois amarrar a boca dele e dar início ao culto. Até que o gato morreu e sem saberem o que fazer, arrumaram outro gato. Até hoje ainda realizam o ritual do gato, sem saberem o porquê. Tradição a gente apenas repete e mantém viva. Que se dane o Judas. Márcio Ribeiro de Andrade Franca - SP

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