Quedas vitimam três idosos a cada semana em Franca


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<b>VÍTIMA DE QUEDA</b> - Joana Silva, de 74 anos, mostra o braço que machucou depois de cair na calçada. Queda ocorreu há um mês, mas ela ainda sente dores e está com hematomas no corpo, tendo de tomar
<b>VÍTIMA DE QUEDA</b> - Joana Silva, de 74 anos, mostra o braço que machucou depois de cair na calçada. Queda ocorreu há um mês, mas ela ainda sente dores e está com hematomas no corpo, tendo de tomar
Toda semana, pelo menos três idosos se machucam em Franca após sofrerem quedas. Por mês, os bombeiros estimam socorrer de 12 a 13 pessoas acima de 60 anos que caíram em suas residências ou na rua. Só o setor de Ortopedia da Santa Casa de Franca atendeu 5.788 pacientes nesta faixa etária em 2008 com fraturas graves. A estatística não considera os acidentes de trânsito. Os tombos podem até matar os idosos. Médica geriatra há 25 anos, Ana Maria Bruxelas disse que múltiplos fatores provocam os acidentes. Os dois principais são a tontura provocada pelo uso de vários tipos de medicamentos contra doenças comuns nesta fase da vida e os problemas de visão, especialmente a catarata. “Pacientes com essa doença perdem a noção de profundidade e ficam vulneráveis ao andar”, disse a especialista. Ao envelhecer, as pessoas perdem a força muscular e costumam ter osteoporose, ficando com a parte óssea muito fragilizada. Segundo a médica, o consumo de bebidas alcoólicas por idosos tem aumentado e engrossado ainda mais as estatísticas de quedas. Outros vilões são objetos impróprios nas casas, como tapetes, degraus e pisos lisos ou encerados. O banheiro lidera o local das ocorrências. “Ao tomar o banho muito quente, o corpo sofre vasodilatação e o sangue se concentra na pele. Com essa alteração, falta sangue na cabeça e, ao mudar de forma brusca de posição, a pessoa sente tontura e se desequilibra”, disse Ana Maria Bruxelas. Nos bombeiros, as quedas mais comuns envolvem mulheres e resultam em fraturas nos braços e pernas. Há um mês, a dona de casa Joana Silva, 74, tropeçou na calçada e caiu. Ela ficou com o braço esquerdo enfaixado durante oito dias e sente dores até hoje. Os hematomas ainda não desapareceram. Joana não quebrou nenhuma parte do corpo e está se recuperando. Outras quedas são mais graves. Ana Maria disse que podem condenar os idosos à dependência de outras pessoas em razão de eventuais sequelas. “A chance de sobrevida do idoso que quebrou algum osso nos próximos cinco anos reduz-se em 80%. Ele morre não pela queda, mas pelas complicações que terá depois de uma cirurgia, como pneumonia e outras infecções”. <b>Ouça abaixo reportagem de Nelise Luques:</b> <embed src="http://media.entertonement.com/embed/PlayerText.swf" id="1_0a786c48_2c1c_11de_928e_0015c5f4d265" name="PlayerText" flashvars="auto_play=0&id=1_0a786c48_2c1c_11de_928e_0015c5f4d265&meta_url=http%3A%2F%2Fwww.entertonement.com%2Fclips%2Fpctkqmkwtm.query%3Fimage_size%3Dflash" width="304" height="30" style="float: left; margin-right: 10px;" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" quality="high" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" allowFullScreen="false"></embed><a target="_blank" href="http://www.entertonement.com/clips/pctkqmkwtm--15197"><img alt="Blank" border="0" height="0" src="http://www.entertonement.com/widgets/img/clip/pctkqmkwtm/1/1_0a786c48_2c1c_11de_928e_0015c5f4d265/blank.gif" style="visibility: hidden; width: 0px; height: 0px; margin:0; padding:0; float:right" width="0" /></a> <i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/pctkqmkwtm--15197"><u>aqui</u></i></a>.

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