Imagine poder comprar uma casa nova que custa R$ 46 mil por apenas R$ 6 mil, parcelados em 10 anos, sem entrada, com prestações a partir de R$ 50, para começar a pagar apenas quando o imóvel estiver pronto. Os R$ 40 mil restantes serão pagos pelo governo federal, em forma de subsídio. A “superpromoção”, colocada em prática na última segunda-feira em todo o País, foi batizada de “Minha Casa, Minha Vida”.
O cálculo acima vale para famílias com renda de apenas um salário mínimo (R$ 465). Conforme cresce o rendimento familiar, o subsídio diminui. Até três salários (R$ 1.395) a conta é simples: pegue a renda mensal da família e multiplique por 10% e o resultado será o valor de cada prestação a ser paga pelos próximos dez anos, independente do valor do imóvel, observado o limite de R$ 46 mil.
Para quem ganha entre três e dez salários (de R$ 1.396 a R$ 4.650), a participação do governo é menor: R$ 17 mil, no máximo. Neste caso, o cálculo é mais complicado, mas pode ser feito em um simulador encontrado no site do banco (www.caixa.gov.br). Em compensação, além do subsídio, as famílias que ganham até dez salários terão taxas de juros reduzidas e poderão pagar em até 30 anos, sem entrada.
Detalhe: o programa é restrito a novos empreendimentos, ou seja, imóveis usados não podem ser financiados. Com a restrição, o governo pretende movimentar os mercados imobiliário e de construção e gerar empregos.
Na manhã de segunda-feira, primeiro dia do programa, a Prefeitura de Franca apresentou à Caixa Econômica Federal quatro projetos para a construção de 846 casas populares, todas destinadas a famílias com renda de até três salários mínimos. Os imóveis serão divididos em quatro condomínios residenciais da seguinte forma: um com 96 unidades, no Jardim Palma, outro com 300 apartamentos, no City Petrópolis, o terceiro com 150 apartamentos, próximo à Avenida Jaime Tellini, e o último com 300 apartamentos, próximo ao Santa Mônica.
De acordo com a secretária de Urbanismo, Valéria Marson, como não há limite de participação no programa, a Prefeitura está desenvolvendo outros projetos para tentar liquidar o déficit habitacional da cidade que chega a 5 mil famílias. “Estamos em contatos com os proprietários de algumas áreas para tentar fazer uma parceria e trazer mais unidades para a cidade”, disse Valéria.
Ainda segundo a secretária, para ter direito a comprar um desses imóveis subsidiados previstos nos projetos da Prefeitura, o mutuário deve estar cadastrado na Prohab. “Quem já está inscrito não precisa se preocupar. Se tudo correr dentro dos prazos estabelecidos pelo governo federal, as famílias beneficiadas devem ter boas notícias até o fim de agosto e as obras podem começar ainda este ano”, disse.
A Prohab (Habitação Popular de Franca) fica na Rua Major Mendonça, 1659, Cidade Nova. O telefone é 3722-7822.
<b>Ouça abaixo a secretária Valeria Marson:</b>
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<i>*Se não conseguir ouvir o áudio, clique <a target="_blank" href=" http://www.entertonement.com/clips/qjqmsgqxnr--15802"><u>aqui</u></i></a>.
<b>PASSO A PASSO</b>
Para quem tem rendimento mensal entre R$ 1.396 e R$ 4.650, não há projetos específicos da Prefeitura, mas o subsídio e financiamento da Caixa também valem. A opção é procurar por casas ou apartamentos na planta ou em construção. A compra acontece como de costume. A pessoa escolhe o imóvel que quer comprar em uma imobiliária ou direto da construtora. A diferença é na hora de decidir pela forma de pagamento. Nesse momento, o Minha Casa, Minha Vida pode ser escolhido como plano de financiamento.
As vantagens nesse caso são as taxas de juros mais baixas, de 5%, 6% ou 8,16% ao ano - dependendo da renda da família -, contra os cerca de 12% cobrados usualmente pelo mercado. O mutuário poderá pagar o imóvel em até 30 anos, sem entrada.
Segundo Luís Carlos Teixeira, proprietário da Teixeira Imóveis, os vendedores são os mais animados com o lançamento do governo. “Antes, um imóvel que custava R$ 55 mil tinha um subsídio de 5 mil, por exemplo, e a pessoa financiava o restante. Hoje, o subsídio do mesmo imóvel pode ser de R$ 15 mil, por exemplo, e o valor a ser financiado cairia para R$ 40 mil, o que diminuiria a prestação a ser paga pelo comprador.
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