Sou sócio-torcedor do basquete de Franca. Na minha opinião, enquanto o basquete continuar nas mãos da família do Hélio Rubens não vamos progredir. Continuo achando que as técnicas de treinamento e de jogo de Hélio, com gritos, xingamentos e reclamações, não servem mais. Não se vê o Franca Basquete, desde muito tempo, com boa tática em quadra. Somos hoje um time que depende da vontade de alguns jogadores e de que atuem bem. Notamos em equipes brasileiras, europeias ou da NBA, novidades que a gente já vê praticadas por alguns treinadores do Brasil, como João Marcelo e Zanon, mas aqui, não. Continuamos nos mesmos esquemas de sempre. Os adversários cansaram de observar o jeito que nosso time joga e encontraram formas de nos bater. Tem mais: nossos jovens jogadores vão embora de Franca porque o treinador não lhes dá chance. Renovação, não! Nosso time está velho, desgastado, não tem reposição de banco e, se tem, não é utilizada. Ficamos sempre à sombra de Helinho e Rogério e de aventureiros que vêm de fora. Onde estão os formados pela Aspa, pelo Sesi? Se Hélio não quer inovar, porque não contrata melhores jogadores? Onde está o dinheiro do patrocinador? Por que vemos times com recursos menores que Franca, com elencos melhores? Muitos dos bons adversários ganham menos do que ganha quem está no Franca Basquete com menos potencial. Está na hora da cidade avaliar para que nosso basquete não se torne apenas uma lembrança, a exemplo do que acontece no futebol profissional. Há que se pensar sobre o quanto a família Garcia ainda pode dar para o basquete francano. Será que não está na hora de abrirmos espaços para novos diretores, técnicos e, principalmente, de valorizar nossos jovens jogadores?
Rodrigo de Paula Morais
Franca - SP
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