“Até quando?”


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A Rodovia Cândido Portinari foi construída em meados dos anos 60. Seu projeto mais ou menos acompanhou a ferrovia Mogiana. Por ter sido traçada em região de relevo ondulado, é sinuosa. Naquela época os carros eram o Fusca 1.200, as jardineiras e os caminhões tinham capacidade para 10 toneladas. Passado 45 anos, o aumento na frota circulando cresceu muito. Os caminhões de hoje transportam até 40 toneladas, a velocidade dos carros dobrou. Só a rodovia continua a mesma, mas não totalmente. Está toda esburacada, o capim invade a vista e tira a visão dos motoristas. Tem pedras soltas que quebram para-brisas à todo momento. Para quem viaja em rodovias duplicadas, quando vai até Rifaina tem a impressão de que o Estado de São Paulo acaba em Franca. Quando me mudei para o distrito de Alto Porã em 1980, meu pai – ainda vivo – me fez um alerta: “você terá de ter muito cuidado com esta rodovia pois ela é muito perigosa”. Estava certo. Já nem sei contar os quantos amigos e conhecidos que perderam a vida em acidentes, sem contar os que morreram na “curva da morte”. E, por falar nela, existe um projeto no papel para acabar com o problema, mas digo que resolverá somente 50% do tráfego. Quem estiver trafegando no sentido Rifaina a Franca terá que enfrentar aquela curva maldita que mais parece com uma linguiça. Isso continuará absurdo. Passa da hora de acabar com curvas em rodovias. O momento é agora, aproveitando as obras. Quanto aos recapeamentos feitos a prestação, é melhor deixar de fazer. Não resolvem. Ou recapeia tudo de uma vez ou os problemas continuarão. Nossos políticos precisam trabalhar mais em favor da nossa região que é rica e produtiva, tem um turismo forte e sobretudo é a principal ligação com o Estado de Minas Gerais. Geraldo Augusto Ferreira Fazenda Salto Alegre -Pedregulho - SP

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