É Páscoa! Festa da vida que venceu a morte. Na verdade, o Cristo ressuscitou, Aleluia! A Ele o poder e a glória pelos séculos eternos. Transbordando de alegria pascal, celebramos a ressurreição do Senhor. Renovados pelo Espírito, ressuscitamos também na luz da vida nova.
Depois de termos vivido quarenta dias de Quaresma, sem cantar “Aleluia”, neste domingo de Ressurreição, com todos os nossos irmãos e irmãs, somos convocados a proclamar com alegria: “Aleluia, o Senhor Ressuscitou, Aleluia”!
Raiava a luz do primeiro dia de uma nova semana. No lusco-fusco do amanhecer, Maria Madalena vai ao sepulcro.
“Estava escuro”. Ela ainda não tomara consciência dos sinais e não respirara a brisa da nova vida. Confusa, pensava que a morte triunfara. Movida pelo sentimento de solidariedade vai ao encontro do amigo morto enterrado no túmulo. “Não se dá conta de que o dia já começou”.
Surpresa, “viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo”. Alarmada, corre para avisar Pedro e o outro discípulo, dizendo: “Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram”. Não fala da pedra removida, mas do Senhor que levaram.
Como ainda não tinha superado a experiência da morte, aquilo que era sinal de vida ela interpreta como sinal de morte.
Ao receberem a notícia, os dois discípulos têm a mesma reação: correm juntos para o sepulcro. Mas o amigo de Jesus chega por primeiro. Inclinando-se, vê os lençóis no chão, mas não entra. Vê que há sinais de vida, mas não compreende. Pedro chega, não se detém para observar e entra imediatamente no túmulo.
Observa apenas que os lençóis estavam estendidos no chão (sinal das bodas preparadas) e o sudário (símbolo da morte) enrolado num outro lugar. Por fim, o discípulo que tinha chegado primeiro entra, vê e crê!
Diante dos sinais, Pedro não esboça nenhuma reação. O discípulo, amigo de Jesus, vê e acredita: “Ele despertou do sono, pois o doador da vida não podia ficar aprisionado pelo poder da morte”. O sepulcro vazio é sinal de que o Senhor está vivo.
Na primeira leitura, Pedro, movido pelo Espírito, diante de uma plateia de não-judeus, faz o anúncio solene do núcleo da fé cristã: “Nós somos testemunhas de que Jesus Cristo que passou a vida fazendo o bem e curando a todos, depois de cear com seus discípulos, foi crucificado e morto, mas Deus o ressuscitou!”.
Na segunda leitura, Paulo ensina que pelo Batismo, os cristãos morrem e ressuscitam com Cristo, por isso tornam-se criaturas novas e devem manter-se nessa vida pascal de santidade, pois Cristo, o Cordeiro sem mancha, foi imolado por nós.
“Ressuscitei e estou convosco para sempre”. Estas palavras, tiradas de uma antiga versão do Salmo 138, ressoam ao início da celebração eucarística de hoje.
Com este anúncio, no dia de Páscoa, a Igreja reconhece a própria voz de Jesus que, ao ressurgir da morte, dirige-se ao Pai, cheio de felicidade e amor, exclamando: “Meu Pai, eis-me aqui! Ressuscitei! O vosso Espírito nunca me abandonou”.
Neste domingo, o anúncio pascal ecoa vibrante por toda a terra e repercute no coração dos discípulos do Senhor.
O túmulo está vazio, a vida triunfou sobre a morte. “Jesus, Pascal Cordeiro, em vós se alegra o povo, que, livre pela graça, em vós nasceu de novo”.
A Eucaristia é o sacramento da Páscoa, isto é, de morte e ressurreição de Jesus Cristo, que o Espírito Santo atualiza na Igreja, em memória de Jesus Cristo ressuscitado. “O Cristo, nossa Páscoa, morreu como um Cordeiro. Seu corpo é nossa oferta, Pão vivo e verdadeiro”.
Graças à morte e à ressurreição de Cristo, também nós, hoje, ressurgimos para uma vida nova e, unindo a vossa voz à do Ressuscitado, proclamamos o desejo de permanecer em comunhão para sempre com Deus, nosso Pai infinitamente bom e misericordioso. Deste modo, mergulhamos na profundidade do mistério pascal.
Como discípulos missionários do Senhor, a exemplo de Maria Madalena e dos apóstolos Pedro e João diante do túmulo vazio, nos tornemos testemunhas da ressurreição e experimentemos sua presença de Ressuscitado na pessoa de cada irmão, na comunidade reunida na fé, na Palavra de Deus proclamada e no Pão e Vinho partilhados.
ANO CATEQUÉTICO NACIONAL
Este 2009 é o ano catequético, proposto pela Igreja para todo o Brasil, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”. Para a paróquia da Catedral, a celebração de abertura do Ano Catequético será no dia 26 de abril.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010
Em 2010 a Campanha da Fraternidade será ecumênica, ou seja, aberta à participação de todas as denominações religiosas. O tema é “Economia e Vida” e o lema é: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.
PENSAMENTO
“Mãe, que a luz do Cristo Ressuscitado ilumine nosso coração”.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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