De onde vem o ovo de Páscoa? Como ele é feito? Para responder a esses e outros questionamentos das crianças o CCI (Centro de Convivência Infantil) do Leporace II resolveu inovar. Em vez de entregar os ovos industrializados e só explicar sobre o processo, as educadoras decidiram colocar a mão na massa, ou melhor, no chocolate e produzi-los artesanalmente com a ajuda das crianças.
Ontem mais uma turma participou da fabricação. Divididas em grupos menores, as crianças de 3 a 4 anos, protegidas com toucas na cabeça, foram até o lactário e acompanharam desde o derreter da barra de chocolate até o desenformar do ovo. Entre uma etapa e outra, não resistiam e provavam da iguaria. “Tia quero mais” era o que mais se ouvia entre as crianças.
Na turma de seis alunos que na tarde de ontem fizeram os ovos, estavam as crianças Emily de Souza, Ludmila Moller, Karollany de Oliveira, Felipe Gabriel Rodrigues e Gustavo César de Melo.
Para a coordenadora do CCI, Darilza Bastianini, a ideia surgiu porque muitas crianças pensavam que o ovo da Páscoa nascia do coelho. “Resolvemos mostrar que essa não era a verdade. Para isso trouxemos um coelho de verdade e decidimos por ensiná-los a fazer o ovo de Páscoa”, disse.
Antes de colocar a proposta em prática, a coordenadora passou por um curso em que aprendeu a confeccionar os ovos. Depois com recursos da própria instituição, mantida pela Prefeitura de Franca, e com apoio dos pais comprou toda a matéria-prima necessária e as fôrmas. Somente de chocolate foram mais de 5 quilos em barras. “Deixamos as crianças fazerem a primeira camada. Como ela fica muito fina, passamos a segunda demão”, disse a educadora Sabrina Rocha.
Além de acompanharem o derretimento da barra e preencherem a fôrma do ovo, as crianças também colocaram o chocolate na geladeira, desenformaram, rechearam o ovo com bombons e empacotaram o produto. Amanhã os ovos produzidos por eles serão levados para casa. “Fizemos o mesmo processo com as 110 crianças da creche. Só com os bebês não foi possível. Já os maiores participaram de tudo”, disse Darilza.
Felipe Gabriel Costa Rodrigues, 4, fez todo o processo, mas na hora de escolher a etapa preferida não hesitou em dizer que preferia mesmo era provar o ovo.
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