Não é a primeira vez que o policial militar Marden dos Reis Candido é envolvido em crimes. O soldado já ficou recolhido no presídio da Polícia Militar “Romão Gomes”, em São Paulo, acusado de receptação.
Há pouco mais de uma semana, Candido conseguiu o habeas corpus para responder em liberdade. Inclusive ganhou o direito de exercer as atividades policiais, mas fora das ruas. "Ele estava atuando na área administrativa do batalhão, sem a farda de policial", disse tenente Wagner Marcondez Cangerana.
Acusado de receptação, o policial foi flagrado com peças de um carro roubado que alegou ter adquirido como recebimento de uma dívida.
Candido é natural da cidade de Uberaba (MG), mas passou no concurso público da Polícia Militar do Estado de São Paulo há três anos. Ele trabalhou nas cidades de Pontal, Ituverava e por último Igarapava, onde se envolveu com o crime.
Desde que foi indiciado, Marden dos Reis Candido passou a responder a procedimento administrativo com possibilidade de expulsão da corporação. "Ele ficou preso no presídio da PM em São Paulo. Saiu de lá há menos de um mês. Há quatro meses, vem executando trabalhos internos no Batalhão de Franca, aguardando o processo que ainda está em andamento", disse o tenente Cangerana.
Candido estava morando com a mulher em uma casa alugada no Bairro São Joaquim, local onde os policiais apreenderam diversos aparelhos eletrônicos mais dois computadores furtados do Banco do Povo da cidade de Cristais Paulista. O crime foi na madrugada da última segunda-feira.
Diante das evidências conseguidas pela polícia, a situação do soldado ficou ainda mais complicada. "É uma situação inusitada. Não esperávamos nos deparar com um policial militar envolvido em todos estes delitos, que estão sendo esclarecidos. Em toda profissão, temos os maus profissionais que denigrem as imagens das instituições, das empresas", disse o tenente.
Depois de preso, o policial militar Marden dos Reis Candido foi recolhido ao presídio da PM “Romão Gomes”. Sua mulher foi presa na cadeia de Batatais, enquanto o comparsa foi levado para a cadeia do Guanabara.
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