Roubo consentido


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Na terça que passou meu vizinho aqui da página, Antônio Araújo, construiu muito bem a imagem daquele que mente escondendo-se na mentira - que o povão acredita - de “nada sei, culpa de olhos azuis” etc. O etc. - et Cetera - fica por conta de minha autoria, que estou cansado de ouvir abobrinhas, quiabos e bolachas no caminho de se ativar o PAC e combater a fome no mundo (como se o Brasil não bastasse para incorporar tal desejo). Todas as ações em pauta objetivam um único endereço: 2010 e o programa da esperança e acordos de 2014. Não tenho vocação para envolvimento na contradita das ambições políticas. No entanto, espero morrer defendendo a dignidade dos princípios que devem norteá-la no anseio da equidade para o cidadão. Eu falo daquele cujo traje roto traz a marca do trabalho, do esforço banhado de suor, na esteira da produção, no queimar do sol causticante, mas, componente absolutamente exigido na produção de alimentos e manutenção da vida. Estou feliz por existir defendendo a dignidade nacional com apupos a Luciana Cardoso, filha do ilustre (FHC) que o Brasil conhece. Nada mudou, a vergonha continua grassando entre nós. Suas respostas, de mequetrefes a chulas, em entrevista concedida à Folha de São Paulo, transbordam o tonel da vergonha incluindo a afirmação de que “o Senado é uma bagunça”. Ela admite ter recebido as horas extras em janeiro, mas se o chefe mandar, ela devolve. Vai se encenando a tragicomédia nacional com mais lágrima que risos, o poder político cuidando de botar a mão no bolso do Brasil que empobrece a cada dia, enquanto alguns poucos acumulam fortunas jamais imaginadas. Você, caro leitor, por certo vem acompanhando os balancetes dos bancos anualmente. Seus números por expressivos fazem justiça ao esforço do governo premiando o que mais extorquir a exaurida economia de nossa gente. Revela-se a preocupação dos mandantes em proteger a ganância dos banqueiros - ainda insaciáveis - apesar dos gordos balanços anuais. Inacreditável o melodrama a ser vivido por sofrido usuário de bancos, nas taxas de juros com disparidade para quem toma ou aplica. A exiguidade de funcionários no atendimento está exaurindo a calma do infeliz cliente. Aquela tradicional OP (ordem de pagamento) é desconhecida dos funcionários, incluindo gerentes das instituições. A Caixa inibe com empenho o procedimento, o Santander o aboliu por perempto. O Banco do Brasil, oficial da República, depois de muita discussão, aceita fazer uma ordem de pagamento no valor de R$ 100 com o custo de taxa arbitrada por ele em R$ 24. O roubo consentido representa um custo de 24% em uma irrisória importância produto de suada luta que o penalizado trabalhador mourejou ofegante. Transferência de crédito, só pode ser feita para quem tem conta em banco. Aos que sentem fome, certos direitos são vedados. Este é o país que merecemos? A fome que pretende exterminar o presidente é dos banqueiros? Garcia Netto Jornalista

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