"Vamos criar um espaço de convivência para que nosso aluno se sinta em casa". Com essa afirmação, o diretor da Faculdade de Direito de Franca, Euclides Celso Berardo, começou a enumerar os benefícios que o projeto para a ampliação do campus deve levar à entidade. E continuou: "Nossa estrutura será outra, mais moderna, mais condizente com o trabalho que desenvolvemos aqui. E poderemos incrementar os setores de pesquisa e extensão".
Segundo o diretor, as obras ainda não têm data para começar, mas ele espera que estejam terminadas até o fim do ano que vem. Também não há ainda uma previsão de gastos. Sabe-se apenas que já foi investido R$ 1,3 milhão na desapropriação da áreas onde será feita a ampliação. "O projeto deve ser entregue até o próximo dia 20. A partir daí, teremos que fazer um levantamento do material necessário e estruturar a licitação para a construção. Somente então poderemos estimar o quanto será gasto", disse Berardo.
<b>MUDANÇAS</b>
A FDF recebe todos os dias 1,4 mil alunos, a maioria oriunda de outras cidades. Até o fim de 2010, prazo estimado para o término da obra, eles terão à disposição uma série de melhorias. Entre elas, uma quadra coberta e com isolamento acústico, uma sala de ginástica, um restaurante, uma boutique e uma livraria. Tudo isso dentro do novo prédio. "A estrutura terá três andares, mas uma parte dela terá apenas dois pavimentos. O primeiro normal com salas de aula e o segundo com o teto mais alto onde será instalada a quadra. Como ela estará dentro do prédio, faremos um isolamento acústico para deixar os alunos à vontade", explicou.
Entre as novidades, há ainda a criação de um espaço ecumênico - como uma capela - e de um salão para realização de júri simulado.
O Departamento de Assistência Jurídica, recém-ampliado, também já tem espaço garantido no prédio. Sua entrada, no entanto, deve ser independente, voltada para a Avenida Major Nicácio.
A Pós-graduação, que hoje funciona de forma improvisada, terá cinco salas reservadas na nova estrutura. O diretório acadêmico, a atlética e o cartório experimental também serão transferidos.
No anteprojeto arquitetônico apresentado pela Estrutec Estruturas Metálicas, vencedora do concurso realizado pela faculdade, está prevista a transformação do trecho da Rua Nabi Haber, que fica entre os dois prédios, em um calçadão arborizado. É para lá que estará voltada a fachada do novo prédio. "Porém antes de pensar nisso teremos que ter a autorização da Prefeitura", explicou o diretor.
No prédio antigo, que deve ser reformado, permanecerão apenas as salas da graduação e a biblioteca, que ganhará mais espaço. "É importante lembrar que tudo isso está sendo feito com recursos próprios, ou seja, direto do valor da mensalidade paga pelo aluno. Não há dinheiro do município, nem do Estado, nem do governo federal", declarou orgulhoso.
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