“Não éramos santinhos”


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A rebeldia juvenil não é um fenômeno recente (http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=41721). Aliás, sempre existiu. Basta que os mais velhos se lembrem, por exemplo, das décadas de 60 e 70. Não éramos, os jovens da época, exatamente “santinhos”. Entretanto, como exemplo de comportamento eu me recordo das ocasiões em que o diretor ou o inspetor (ainda existem inspetores de alunos?) entravam na sala de aula e todos se levantavam respeitosamente. A mesma disciplina acontecia em solenidades cívicas nos pátios e salões. E havia rigor por parte dos educadores com direito a “reguadas”, chineladas e puxões de orelhas (e não se sabe de ninguém que tenha ficado traumatizado com isso). Até lembramos desses mestres com carinho e gratidão. Importante frisar que em minhas observações não há a mínima sugestão do retorno desses métodos ou crítica aos atuais professores que, aliás, por todas essas dificuldades atuais, merecem mais ainda o nosso respeito e admiração. Mas pergunta-se: por que essa meninada de hoje está tão indócil e fora de controle? Penso até que se antes havia uma espécie de acordo tácito entre os pais/responsáveis e o corpo docente em que a escola era um prolongamento do lar, atualmente existe uma lacuna, um abismo separando os dois ambientes. São divagações de um leigo. Quem sabe um especialista no assunto possa dissertar sobre o tema com mais propriedade e um vocabulário mais adequado. José da Silva Franca-SP ***** Gabriela: todos merecem respeito. Assim, todos devemos respeitar. Vocês (nós) devem respeitar o prefeito como pessoa e como autoridade. E ele a vocês, como cidadãos que vivem um momento especial de aprendizado e descobertas. Esse respeito mútuo é mais facilmente construído quando nos dispomos a ouvir um ao outro. Sua atitude emociona pela coragem de fazer o que muitos adultos não conseguem: reconhecer que poderia ter feito algo melhor! Parabéns! José Antônio da Silva Franca-SP

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