Boloteiros têm horas contadas para deixar as áreas públicas


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TUDO VAZIO - No canteiro da Avenida Major Nicácio restou apenas a placa de preços de um bolota; trailer já foi retirado
TUDO VAZIO - No canteiro da Avenida Major Nicácio restou apenas a placa de preços de um bolota; trailer já foi retirado
Os boloteiros estão com as horas contadas para desocupar totalmente as áreas públicas em Franca. A partir do momento em que são notificados pelos fiscais da Prefeitura, eles têm 48 horas para retirar os trailers que ainda estão fixados nos espaços. Quem descumprir a notificação e ficar estará sujeito à multa diária de R$ 2 mil e apreensão de seus materiais de trabalho. As notificações começaram a ser entregues na noite de quinta-feira, dia que entrou em vigor a proibição a todos os informais de ocupar áreas públicas. Valéria Marson, secretária municipal de Urbanismo, disse que duas equipes de fiscais estão nas ruas. Até ontem à noite, ninguém havia sido flagrado trabalhando, mas alguns trailers ainda permaneciam fixados nas áreas. “Podemos dizer que 70% desocuparam os locais. O restante que permanece não está funcionando”, afirmou Valéria. Estar com as portas fechadas, segundo a secretária, não basta. A determinação é que os espaços públicos fiquem totalmente limpos, o que significa que todos os carrinhos ou trailers de lanches, espetinhos, fogazzas, entre outros, terão de ser retirados. O trabalho da fiscalização da Prefeitura continuará neste fim de semana. “Vamos lavrar os autos de infração e encaminhar ao Ministério Público”, disse Valéria Marson, acrescentando que as equipes de fiscais estarão percorrendo todos os bairros. IN LOCO Na noite de quinta-feira, o Comércio percorreu vários pontos onde estavam instalados bolotas e espetinhos. Muitos já saíram. Exemplo disso são os 30 trailers que funcionavam recentemente ao longo das avenidas Integração, Chico Júlio e Abrahão Brickmann. Foram reduzidos a apenas dez, e todos desativados. O espaço da Avenida Integração próximo à estação rodoviária, onde estavam instalados quatro trailers, está totalmente vazio. No canteiro da Avenida José da Silva também é possível observar que pelo menos dois carrinhos que estavam fixados no chão foram arrancados. Para quem trabalha no ramo, os dois últimos dias foram de adaptação. Sirlene Maestre Melete se viu obrigada a comprar um ponto para não ficar parada. “Foi tudo muito rápido. Mudei na raça porque tenho que trabalhar”, disse.

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