Está aberta a temporada de festas de peão na região de Franca. E, para não se sentir um intruso ou intrusa no mundo western, a dica é entrar no clima e vestir figurinos no melhor estilo country. O Se Liga conferiu as novidades e falou também com quem mais entende deste assunto: cowboys e cowgirls francanos. Quem pensa em se transformar em um peão da noite para o dia, pode preparar o bolso!
Para ajudar os “marinheiros de primeira viagem”, ninguém melhor que o locutor de rodeio Cássio Rodrigo Martins Arruda, conhecido no mundo country como Kassy Jhones, 32 anos. “Morei na roça e desde pequeno tenho cavalos e ando trajado”, comenta. Ele também trabalha como representante comercial e tem oito pares de botas e sete chapéus para cada ocasião. Se engana quem pensa que ele encarna o “personagem” somente nas festas: Kassy Jhones é um verdadeiro peão, mesmo no dia-a-dia. E alerta: “Não basta apenas se vestir como um. O verdadeiro cowboy conhece e entende o rodeio”, afirma, ressaltando que não perde nenhuma festa de peão.
Segundo Jhones, é fácil reconhecer os cowboys instantâneos. “Muita gente vai nos rodeios apenas para assistir aos shows, mas para saber quem realmente gosta é só olhar nas roupas”. Por isso, é bom prestar atenção nas dicas para não ficar fantasiado. O locutor pontua que os francanos são mais “tímidos” e desfilam roupas country apenas nas festas. “Já na região de Barretos e São José do Rio Preto, as pessoas estão sempre trajadas em qualquer ocasião”, conta.
O expedidor Edgar Eurípedes de Oliveira, 30 anos, é um aficionado pela moda western e afirma que o look ajuda na hora da paquera. “Entre uma moça vestida casualmente e outra cowgirl, com certeza me identifico com a segunda”, revela. É o que aconteceu com a vendedora Daniela Cristina Rodrigues Freitas, 27 anos, que encontrou sua “alma gêmea” no meio. “Sempre que dá vou com meu marido a todas as festas da região. Ele também adora sertanejo e o estilo country”, afirma.
Atualmente mais de dez marcas famosas dominam o mercado e fazem a onda country. De acordo com Kassy Jhones, os leigos precisam ficar atentos aos detalhes na hora da compra. “Não adianta ir a qualquer loja agropecuária e comprar um chapéu de palha tipo pantaneiro que custa R$ 5. O ideal é ir a uma loja conceituada e trocar uma ideia com o vendedor”, esclarece.
O futuro cowboy tem que ter bom senso para não cair no ridículo. “Não dá para usar chapéu e camisa xadrez com tênis, nem camisa cavada. O básico, para não errar, é combinar a bota ou botina com o chapéu e a fivela. As roupas são confortáveis e caem bem”, diz.
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