Desempregado é detido acusado de aplicar golpes


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Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) conseguiram identificar um estelionatário que, além de usar documentos falsos, comprou mercadorias em diversos estabelecimentos de Franca. Segundo a polícia, o golpista vinha agindo na cidade desde 2007. O prejuízo pode chegar a R$ 30 mil. O acusado usava cartões de crédito e talões de cheques. Até um seguro de vida no valor de R$ 15 mil ele conseguiu fazer usando documentos falsos. A polícia acredita que ele estaria preparando o golpe para receber a apólice. O desempregado LRC, 36, morador na Vila Raycos, passou a usar seus dons de esperteza para dar golpes em instituições financeiras, lojas, postos de combustíveis e supermercados. O primeiro passo do golpista foi falsificar seus documentos. Para isso, não teve muitas dificuldades. Ele trabalhava numa fazenda onde tomava conta dos registros dos funcionários. O acusado teve acesso a documentos de lavradores do Estado de Minas Gerais que vieram para trabalhar na região. "Ele pegou o RG destas pessoas e trocou as fotos. Falsificou holerites e até carteiras de trabalho", disse o delegado Márcio Murari. LRC passou a usar três nomes. Com as novas identidades, ele abriu contas em alguns bancos da cidade. "Com a documentação falsa, ele fez empréstimos em bancos. Chegou a fazer uma apólice de seguro. Acreditamos que ele iria dar algum tipo de golpe para receber o seguro", disse o delegado. Denúncias de comerciantes levaram a polícia até o falsário. Ele foi levado à DIG e indiciado pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos. Após ser ouvido, LRC foi liberado e responderá ao processo em liberdade.

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