Vendedor, analista e recepcionista: é preciso ganhar a vida


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Para tentar chegar ao sonho de ter a arte como profissão a pessoa tem que "ralar" e procurar emprego para sustentar o que ainda é um hobby para muitos. É como vendedor, analista de sistema e recepcionista que os personagens desta matéria labutam para pagar seus gastos e perseguir o sonho de se sustentar com a arte. Para produzir cada obra Juliano Tótoli gasta no mínimo R$ 30 com tintas e telas custando entre R$ 10 e R$ 80. É para sustentar esses gastos e outros que trabalha como vendedor. Com sua ocupação consegue R$ 650 por mês. Além do dinheiro é preciso tempo para poder se dedicar à pintura. "Gasto no mínimo um mês para cada quadro. Já cheguei a trabalhar em uma mesma pintura até quatro meses". O tempo varia de acordo com o acabamento e as cores. O preço de suas criações pode lhe render entre R$ 100 e R$ 900. Alex Santos trabalha como analista de sistema. Ganhando R$ 1 mil, muitas vezes não consegue pagar todas as suas contas. Para ajudar nas despesas trabalha em festas fazendo pirofagias. Neste trabalho ganha de R$ 20 a R$ 25 a hora. Mesmo sem muita renda Alex ainda é solidário e dá aulas gratuitas. O curso de teatro ministrado por ele acontece todos os sábados na sede da ONG Arte e Vida. Ao todo tem 30 alunos de todas as idades. Para Fernanda Faciroli os R$ 560 que ganha como recepcionista de uma fábrica sustenta seus projetos de dança. "Sempre junto dinheiro. No ano passado assisti a uma apresentação do Circo de Soleil" na capital paulista. Fernanda já planeja viajar novamente para assistir ao espetáculo. "Se tudo der certo em fevereiro de 2010 irei novamente". Para ver a performance de verdadeiros ídolos gastou cerca de R$ 400 com ingresso e passagem ida e volta de ônibus. O amor pela dança é tanto que foi sozinha. "Por ser muito caro só vai quem ama mesmo".

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