Prefeitura transforma voçoroca do Jardim Dermínio em parque


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EM OBRAS - Operários trabalham em voçoroca no Jardim Dermínio; local deverá abrigar um parque
EM OBRAS - Operários trabalham em voçoroca no Jardim Dermínio; local deverá abrigar um parque
Até o mês de novembro, uma área de 170 mil metros quadrados localizada no Jardim Dermínio, na zona oeste de Franca, que era tomada pelo mato alto e erosão, será transformada em um dos maiores parques da cidade. No local, serão construídos campos de futebol, playgrounds e pista para caminhada. A revitalização do local será concluída com o plantio de centenas de árvores. As obras preliminares para a instalação do parque, como ampliação de galerias pluviais e plantio de grama em barrancos, já foram iniciadas pelas equipes da Prefeitura e devem ser concluídas no mês de maio. As melhorias devem acabar com as inundações nas casas localizadas na parte baixa do bairro, uma antiga queixa dos moradores. O secretário municipal de Serviços e Meio Ambiente Ismar Tavares disse que o cronograma de obras prevê a inauguração do parque no mês de novembro, durante as comemorações do aniversário de Franca. “Estamos recuperando toda aquela área que estava degradada por conta da erosão e agora vamos concluir todo este trabalho implantando lá um parque nos mesmos moldes que construímos no Jardim Paulistano”. O valor que será investido na obra não foi revelado pelo secretário, uma vez que o projeto original poderá sofrer alterações. “Tudo está nas mãos do prefeito, que vai definir o melhor a ser feito naquela região”, completou Tavares. Na manhã de quinta-feira o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) confirmou com exclusividade ao Comércio a construção do parque municipal no Jardim Dermínio. “Vamos plantar muitas árvores, iluminar e fazer uma área de lazer para a população. As obras naquele bairro foram caríssimas, pois tivemos que desapropriar muitas casas que estavam desabando”. DESAPROPRIAÇÃO As casas construídas no Jardim Dermínio, que foi loteado no ano de 1979, sempre apresentaram problemas estruturais, pois o bairro foi construído sobre uma área em que o terreno, composto basicamente por argila, é extremamente instável. Em 2005, 30 casas construídas nas proximidades de uma voçoroca foram interditadas pela Prefeitura por conta do surgimento de rachaduras. Posteriormente, os imóveis foram desapropriados e demolidos, em um processo que custou R$ 1 milhão aos cofres municipais. O secretário municipal de Finanças Sebastião Manoel Ananias disse que a desapropriação foi demorada porque os moradores das casas interditadas foram alojados em outros imóveis alugados pela Prefeitura. “A administração anterior à nossa apenas interditou as casas e alugou outras para que os proprietários tivessem um lugar para morar. Com isso, levamos mais tempo para tomar posse destas construções”.

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