Os estudantes Francisco Júlio Gomes da Silva, 12, e Guilherme Santos Silva, 7, frequentam as aulas em uma escola regular, a Escola Municipal “Professor Paulo Freire”, no Jardim Aviação. Os dois garotos são portadores de necessidades especiais. Francisco tem deficiência auditiva e Guilherme paralisia cerebral. Além deles, na escola, há outros cinco alunos especiais.
A inclusão de deficientes em escolas regulares tem crescido em Franca. Em 2008 eram 131 crianças na rede municipal. Neste ano a Secretaria de Educação ainda aguarda a conclusão de um mapeamento que identificará a quantidade de casos, mas já trabalha com número superior a 200 crianças a partir do ensino infantil. Há três anos, quando a inclusão na rede foi iniciada, havia 50 matriculados.
Para acompanhar esse crescimento as escolas da rede municipal têm se preparado. Durante toda essa semana o assunto foi discutido num seminário que reuniu profissionais da área vindos de 30 cidades.
No que se refere a instalações físicas, 18 escolas acabam de receber obras para adequação de quadras, bebedouros, banheiros e corredores. Onde havia escadas agora são encontradas rampas. Outras 21 escolas estão com as adaptações concluídas desde o ano passado.
A oferta de material didático-pedagógico e a capacitação de professores, com cursos específicos, também têm sido vistas com atenção. O objetivo é prepará-los para a chegada de mais crianças especiais. “Primeiro vamos trabalhar com a deficiência mental, pois é a de maior incidência nas escolas, mas a intenção é que haja preparação para todas as deficiências. As pedagogas inclusive me falaram do aparecimento de muitos casos de deficiência visual, o que antes não tínhamos”, disse a responsável pelo programa de inclusão no município, Sandra Calandria Pedigone.
A Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) enviou para a rede regular, em fevereiro, 47 crianças, sendo 19 delas pela comissão formada especialmente para promover a inclusão. Apenas uma retornou para a Apae pelo fato de a escola ainda não estar preparada para recebê-la. Além de Franca também foram enviadas crianças para escolas da região. “As crianças estão se adaptando”, disse a assistente social da Apae de Franca, Silvia Helena da Silva.
Sandra acredita que, além do trabalho da comissão, a conscientização dos pais também tem contribuído para o avanço da inclusão. “Os pais estão mais conscientes, por isso muitas crianças deficientes que ficavam escondidas estão indo para a escola”.
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