A dispensa do pivô norte-americano Sylvester Morgan, anunciada pela diretoria do Franca Basquete na tarde de sexta-feira, foi apenas o último dos muitos capítulos de uma saga que perdura desde a temporada 2007/2008. Neste período, reforçar o garrafão com um atleta estrangeiro se tornou um tormento absoluto.
O primeiro a desembarcar na cidade foi Wendell Gibson, que chegou ao Franca Basquete em setembro de 2007. O jogador agradou a comissão técnica durante os treinamentos, mas não ficou nem um mês pois apresentou problemas emocionais, chorou em plena quadra do Póli e pediu dispensa.
Um mês depois, a diretoria anunciou a chegada de Greg Morgan, pivô que atuou no basquete alemão. O atleta iniciou os testes junto ao elenco local visivelmente acima do peso. Nem mesmo o uniforme fornecido pelo clube francano coube no jogador, que no segundo dia de treinamento na cidade rompeu o tendão de aquiles do pé direito e retornou aos EUA.
Já em outubro de 2008, o clube anunciou a chegada do des-conhecido Rashawn Wilson. Ele não correspondeu às expectativas durante os treinamentos e entrou em quadra somente durante um jogo para "reservar" a vaga de um estrangeiro no Campeonato Paulista. Marcou 12 pontos na partida contra o Guarujá e viajou de volta para sua terra natal.
Sylvester Morgan chegou machucado no joelho. Ele foi operado na Venezuela e não fez uma boa recuperação. Em Franca, foi tratado, mas acabou dispensado sexta-feira por deficiência. Sábado, a diretoria anunciou que não contratará outro estrangeiro para o lugar de Morgan.
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