Sair do País, conhecer culturas e lugares diferentes, ganhar dinheiro e dar um upgrade no currículo. Por vários motivos, o intercâmbio é item fundamental nos projetos de vida de muita gente. E é do outro lado do mundo, na Austrália, que muitos brasileiros têm encontrado a oportunidade que tanto anseiam. De acordo com a Information Brazil, agência especializada em viagens para Austrália e Nova Zelândia, de 2007 para 2008 a procura por essa alternativa aumentou cerca de 25%. Somente com a empresa foram cerca de 12,5 mil brasileiros, em sua maioria de 18 a 30 anos.
A agente de viagens Flávia Velloso, da CI (Central do Intercâmbio) de Ribeirão Preto, informa que somente pela empresa saem rumo à Austrália por ano em média de 80 a 100 pessoas de toda a região, incluindo Franca. O destino representa cerca de 40% da procura dos clientes por pacotes de intercâmbio. São basicamente duas possibilidades para quem quer trabalhar na terra dos cangurus: fazer estágios remunerados e não remunerados ou então conseguir uma permissão de trabalho convencional ao se matricular em um curso de inglês (veja mais no quadro).
O investimento médio da viagem, sobretudo para quem optar pelo programa de estágio remunerado ou trabalho convencional, é de R$ 15 mil. O preço inclui gastos com passagens aéreas, visto, curso de idiomas e hospedagem por até seis meses. O valor geralmente é recuperado a médio prazo, dependendo do salário que você conseguir ganhar lá fora. “A Austrália é um país muito procurado pelos brasileiros. O clima é muito bom, a receptividade também, além do dólar australiano ser mais baixo que o americano”, explica Flávia, acrescentando que o tempo médio para tirar o visto é de 45 dias.
Há mais de oito anos agenciando viagens internacionais, o coordenador administrativo do CCBEU, Rodrigo Lambert Dias, acha muito interessante a ideia de trabalhar na Oceania. Sócio-proprietário da Miles - agência a ser inaugurada em abril em Franca como escritório ligado à STB (Student Travel Bureau) -, Rodrigo informa que em 2008 enviou seis francanos para a Austrália. “O País oferece grande diversidade de trabalhos temporários, com condição segura e agradável de se viver”, afirma, citando como o mais recomendado o programa de estágio.
EXPERIÊNCIA
Formado em Agronomia, Rafael Dias, 28, decidiu passar uma temporada na Austrália a fim de aprimorar seu inglês. Ele partiu em 2005 e só retornou três anos depois. Além de ficar fluente no idioma e conhecer muita gente, morou em quatro cidades diferentes e trabalhou em vários setores - uma média de quatro meses em cada.
Entre as muitas funções que ocupou, foi garçom, paisagista, ajudante de cozinha, entregador e bartender, ganhando de 1,5 mil a 4 mil dólares australianos por mês. Morou em Gold Coast, Byron Bay, Margaret River e Sydney. O salário mais alto foi como paisagista e o mais baixo como ajudante de cozinha.
Pelo tempo que permaneceu no País, Rafael conseguiu bancar suas despesas mensais (aluguel, supermercado, telefone, transporte), que chegavam a mil dólares australianos. Além de tudo, conheceu as melhores praias do litoral australiano, perfeitas para seu esporte favorito - o surfe - e foi a festas inesquecíveis como o Roots and Blues Festival, em Byron Bay. “O que ajuda bastante para você conseguir um emprego mais bem remunerado é o nível de inglês”, comenta Rafael.
Confira no quadro ao lado algumas opções de emprego e estágio, além de saber mais sobre o custo de vida na Austrália.
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