CG Titan Mix: Honda agora ‘bebe’ álcool


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A maior novidade do mercado de duas rodas do País já chegou a Franca. As duas concessionárias Honda da cidade têm desde sexta-feira unidades da nova Mix, a primeira motocicleta que pode funcionar a álcool. O modelo foi lançado no início do mês e mudou a cara do mercado. O entusiasmo é tanto as revendedoras têm listas de espera para quem deseja adquirir o produto. Em Franca, tanto Hidomeneu Passos Pierre Filho, proprietário da Hido Motos, quanto Ismar Batista, gerente geral da Luana Motos, se mostraram animados ao falar da nova Titan Mix. “A expectativa é que ela (a Mix) substitua as outras 150”, afirmou Batista. “É uma re-volução. Ninguém esperava. Seu lançamento balançou o mercado de duas rodas e espero que possa reaquecê-lo”, declarou Hidomeneu Filho. O entusiasmo se justifica pelo tempo que os motociclistas espe-raram para ver o lançamento de uma moto flex. Há anos fala-se que uma montadora produziria o mo-delo. Várias notícias surgiram, mas nunca houve o lançamento de um que atendesse à maior fatia do mercado. Quem mais se aproximou foi a Yamaha, que em 2006 lançou a Fazer 250 cc, a primeira com injeção eletrônica entre os modelos de baixa e média cilindradas. Desde então espera-se a sequência desta tecnologia. Somente neste ano, a Honda viabilizou a CG Titan 150 cc com injeção eletrônica. Agora, lançou a Mix. Isto ganhou destaque até no site oficial da matriz japonesa. Como meio de propaganda é ideal, pois se trata da primeira moto a funcionar com um combustível “limpo”. Seu funcionamento não é complicado. Ela pode ser abastecida com gasolina ou álcool em dife-rentes proporções. O principal problema de um motor a álcool - a partida a frio - foi resolvido de forma simples: a fábrica orienta os consumidores a colocarem 20% de gasolina em qualquer abastecimento em lugares onde a tempe-ratura média é inferior a 15 graus. No painel há um sistema de luzes que orienta o motociclista quando o tanque - com capacidade para 16,1 litros - possui quantidade de gasolina inferior ao recomendado. A fábrica jura que em municípios com temperatura acima da indicada não haverá problema na hora de ligar a moto. Visualmente a única diferença para a CG 150 cc injetada é a ins-crição Mix nas laterais do modelo. A bomba de combustível tem tratamento para suportar a corrosão provocada pelo álcool e há um módulo que gerencia a programação do motor de acordo com o combustível utilizado. O desempenho é quase o mesmo e o melhor de tudo é o preço. De fábrica, a diferença é de apenas R$ 300 a mais em relação aos modelos a gasolina. Em Franca, os modelos podem ser encontrados com preços entre R$ 7 mil (KS) e R$ 8.100 (ESD). Cada uma das concessionárias da cidade tem listas de espera com cerca de 15 nomes de futuros proprietários do modelo. Espera-se que a nova CG Titan Mix responda por cerca de cem vendas conjuntas por mês na Hido e na Luana Motos.

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