Não importa o dia, não importa a hora. Atravessar a rotatória do Fórum tem exigido paciência e atenção de pedestres e motoristas. Dados obtidos com exclusividade pelo Comércio revelam o estrangulamento do trânsito naquele trecho, onde passam, em média, 25 mil veículos. O tráfego é mais intenso na hora do almoço e no fim da tarde. Há um ano, a Prefeitura dispõe de números sobre o tráfego na região e está elaborando estudos para saber o que fazer para desafogar o fluxo.
Em abril do ano passado, a Divisão de Trânsito do município fez uma contagem de todos os veículos que passam no cruzamento das Avenidas Alonso y Alonso e Major Nicácio. O levantamento mostrou que 24.987 carros cruzavam a rotatória diariamente. Com o crescimento da frota, acredita-se que o movimento seja ainda maior atualmente.
O período mais crítico se dá entre as 16h30 e 18h30, justamente quando os francanos estão voltando para casa após mais um dia de trabalho e milhares de estudantes chegando para aulas na Faculdade de Direito e no Uni-Facef. Neste período, dez mil carros, motos, ônibus e caminhões se espremem nas duas avenidas e os condutores se aventuram para conseguir avançar a rotatória, colocando em risco a vida dos pedestres.
A maior parte dos veículos -5.015 - passa pela Major Nicácio, enquanto 4.804 segue pela Alonso y Alonso. Das 11 às 13 horas, quase 8 mil carros fazem o mesmo trajeto. Depois da rotatória do Fórum, a da Avenida Champagnat é o ponto mais movimentado da cidade. Em média, 21,7 mil veículos passam por aquele cruzamento.
Com base nos resultados apurados pelo levantamento, o setor de planejamento da Prefeitura está elaborando um projeto para ver qual a melhor solução a ser adotada para melhorar o fluxo de veículos nos dois pontos. "Estamos fazendo um projeto global e levando em consideração os pontos de estrangulamento de tráfego ao longo da Alonso y Alonso. Não temos ainda a definição do que vai ser feito. Vamos terminar o estudo e apresentar ao prefeito a proposta das medidas a serem tomadas", afirmou a secretária de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson.
Durante a campanha eleitoral do ano passado, o prefeito Sidnei Rocha afirmou que, se tivesse condições financeiras, iria construir um viaduto para desafogar o trânsito na Alonso y Alonso. Na tarde de ontem, foi procurado para falar sobre as medidas previstas para o local, mas não respondeu às ligações. Sua assessoria de imprensa informou que não há nada definido. Estima-se que a construção de um viaduto custe em torno de R$ 7 milhões. Para viabilizá-la, a Prefeitura precisaria obter recursos do governo federal.
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