Professora perdeu três parentes no desastre


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A professora Vera Lúcia Pinho Alcântara perdeu no acidente a irmã, Eliana, o cunhado Laércio e a sobrinha Jaqueline. No dia 23 de março de 2008, toda a família havia se reunido em sua casa para o batizado do filho. No dia 25, novo encontro. Desta vez, para comemorar o aniversário dela. Três dias depois, a tragédia. "Sempre estávamos juntos, mas, agora, não há mais clima para festas. Só ficou saudade. Meus pais, que são de idade, ainda não conseguiram superar. Na verdade, a família toda sofre muito. A gente está tentando confortar um ao outro". Vera estava em casa na manhã daquele 28 de março. Uma sobrinha ligou e disse que havia acontecido um acidente com o Laércio e pediu para ela ir até a casa da mãe, algumas ruas abaixo. "Nisto, ela falou com meu marido e contou a verdade. Quando cheguei à casa de minha mãe, fiquei sabendo que havia perdido três pessoas da família. Foi aquele desespero. O mundo desabou". A semana do primeiro aniversário da tragédia fez com que as lembranças do desastre e dos parentes mortos se tornassem mais fortes. "A gente revive tudo. Todas as pessoas comentam, falam que está fazendo um ano e perguntam como estou. A dor é a mesma. Parece que a gente fica com mais saudade. Gostaria tanto que eles estivessem aqui com a gente, mas não é possível". A professora se emocionou ao falar do impacto que a tragédia teve sobre a família, ao relembrar os últimos encontros com a irmã Eliana e com a sobrinha Jaqueline, que ficaria noiva no dia seguinte. "Parece que é um pesadelo... Prefiro imaginar que eles estão viajando e que vão voltar... Só que de repente, eu vejo que eles foram mesmo. A gente tem que tentar aceitar de uma forma ou de outra. Não é fácil". Vera acredita que a obra na curva vai ser feita e que evitará que outras famílias passem pelo que estão passando. "Ninguém tem noção do que é perder tanta gente querida como perdemos".

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