‘Queria que meus amigos estivessem vivos e aqui’


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Além de Kétima, só Cristiane Helena Santos, 20, sobreviveu à tragédia ocorrida há um ano na “curva da morte”. Junto com a amiga, ela sentava nos fundos da Kombi e usava cinto de segurança. Foi sua salvação. Mesmo assim, ficou internada um mês por causa da gravidade dos ferimentos sofridos. Ela quebrou o braço esquerdo, teve de implantar oito pinos na coluna, perdeu o movimento da mão esquerda e precisou retirar parte do intestino devido à perfuração. Ainda faz fisioterapia e recebe atendimento psicológico. Cristiane mora com os pais e três irmãos em uma fazenda localizada a dez quilômetros de Rifaina. "Ela está melhor, graças a Deus. Sua situação era muito ruim. Ela anda, só não dá conta de trabalhar. Já toma banho sozinha e põe comida", contou a mãe, Marta Helena dos Santos. Aluna da Apae, a sobrevivente não voltou mais para a escola e sempre fala para os pais sobre os amigos que perdeu. A exemplo da colega Kétima, enfrenta resistência para voltar a viajar. "Ela tem medo, pois se lembra de tudo. Sempre me fala que é muito triste perder os amigos. Sente muita falta deles". Cristiane se emocionou ao falar do acidente e lembrou os nomes de Gean e Laércio, com quem viajava todos os dias. Disse não ter visto a batida. "Eu desmaiei na hora e não vi nada. Sinto falta dos amigos. Queria que eles estivessem aqui comigo".

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