Motoqueiro tinha trauma de acidentes


| Tempo de leitura: 1 min
Instantes depois do acidente vários amigos do mototaxista chegaram ao local. José Ricardo Rodrigues, segundo funcionário da central em que ele trabalhava há quase 10 anos, era solteiro. "É lamentável ver ele caído aí no chão. Ele era muito amigo de todos nós", disse um mototaxista, conhecido da vítima. Morador na Rua José do Patrocínio, na Vila Aparecida, Rodrigues vivia sozinho e dizia ter medo de acidentes. Quando ainda era adolescente, segundo amigos mais próximos, Rodrigues perdeu toda a família em um desastre automobilístico. "Ele contava a história e dizia ter medo de acidentes. Os pais dele e um irmão morreram no acidente. Ele ficou em coma e sobreviveu. Não tinha mais nenhum familiar, pelo menos é o que falava. Todos morreram na tragédia", disse Paulo Custódio, amigo e companheiro de serviço da vítima. Ainda segundo Custódio, seu amigo sempre contava os "apertos" que passava no trânsito francano, como fechadas de motoristas, e dizia que um dia iria mudar seu ramo de trabalho. "Ele gostava do que fazia, mas quando passava por estas situações dizia que iria largar a profissão. Além disso, ele era muito cuidadoso nas ruas", disse o mototaxista. José Ricardo Rodrigues será sepultado às 9 horas de hoje, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Francana.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários