Mistérios de Titicaca e Machu Picchu


| Tempo de leitura: 3 min
Cenário perfeito - Marina Isadora em Machu Picchu: “É realmente um mundo à parte”, diz
Cenário perfeito - Marina Isadora em Machu Picchu: “É realmente um mundo à parte”, diz
Em busca de aventura, a francana Marina Isadora Barbosa Souza, 22, partiu em um mochilão de 30 dias por Bolívia e Peru. Entre julho e agosto de 2007, nas férias do curso de Relações Internacionais da Unesp de Franca, ela e sua amiga Lelê Ribeiro visitaram 14 cidades, incluindo Puerto Quijarro, Santa Cruz de la Sierra, La Paz, Copacabana, Sucre, Potosí, Uyuni (Bolívia), Puno, Cuzco, Águas Calientes e Machu Picchu (Peru). Dentre os lugares fascinantes apreciados, merecem citação as ruínas de Tiahuanaco, o Mercado das Bruxas, em La Paz, a Ilha do Sol no Lago Titicaca, em Copacabana, e o Deserto do Sal, em Uyuni (Bolívia). No Sul da Bolívia por quatro dias, Marina Isadora conferiu, na fronteira com Chile e Argentina, a Laguna Colorada, a Laguna Verde e um trecho do Deserto do Atacama, além de nadar em géiseres de água termal em plena montanha de gelo eterno. “O passeio ao Sul desse País foi o de que mais gostei, pois pudemos observar toda essa variedade de maravilhas naturais ao vivo e sem uma multidão de turistas. Éramos apenas seis estrangeiros desconhecidos, guiados pelo motorista e cozinheira nativos da região”, afirma Isadora. Seis dias passaram rápido em Cuzco, lugar que segundo nossa mochileira possui uma vida noturna muito ativa, com museus, monumentos, restaurantes, hotéis e passeios turísticos a partir de US$ 13. “Fomos a cavalo visitar diversas ruínas, em um tour que durou cerca de 6 horas”. Após ficarem hospedadas em Águas Calientes, Isadora e sua amiga finalmente chegaram a Machu Picchu - considerada uma das novas Sete Maravilhas do Mundo e que guarda o legado da civilização Inca. “É realmente um mundo à parte, onde nem a grande quantidade de turistas consegue tirar a energia positiva e imponente do lugar, em meio à mata, rios, montanhas, ruínas dos antigos sistemas de irrigação e dos edifícios onde ficavam os sacerdotes Incas”. Marina Isadora ainda revela que durante o mochilão chegaram a ocorrer alguns imprevistos como a van precária que levou 18 horas e dois pneus furados para completar o percurso de Santa Cruz de La Sierra a La Paz. “Por causa de conflitos políticos, antes da entrada em cada cidade, o ônibus era parado e revistado pela polícia local, mas quando viam que éramos as únicas estrangeiras ali, nos faziam descer e revistavam nossas mochilas, além de nos fazerem um interrogatório. Mas no final deu tudo certo e seguimos viagem”, acrescenta. Saindo da capital da Bolívia, Isadora ainda sofreu do conhecido “mal da montanha” ou “soroche”, que é consequência dos efeitos da altitude. Os sintomas (dores de estômago, mal-estar, dor de cabeça e enjoo) passaram após a estudante tomar “soroche pills” - chá da folha da coca. Mesmo com os percalços, Isadora revela que a viagem mais que valeu a pena, foi uma experiência única recomendada a quem está a fim de conhecer de uma maneira mais profunda a América do Sul. QUANTO ELA GASTOU? A jovem francana gastou ao todo US$ 800 (R$ 1.791) com o mochilão, incluindo hospedagem (R$ 425), transporte terrestre (R$ 582), alimentação (R$ 313) e passeios por Machu Picchu e Uyuni, que custaram respectivamente R$ 280 e R$ 190. “A conclusão é de que cada sacrifício valeu a pena. Fizemos novos amigos com quem mantenho contato até hoje”, completa Marina Isadora.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários