Apesar de relativamente recente, é extensa a lista de antecedentes de Adriana Telini, presa em Sumaré, na última sexta-feira. As primeiras acusações de envolvimento da advogada com o crime organizado foram levantadas há cerca de quatro anos. Desde então, Telini é investigada por associação para o tráfico de drogas, formação de quadrilha armada e tentativa de latrocínio utilizando como base seu escritório no Centro de Franca - além de fazer uso de identidade falsa.
O primeiro indício de sua ligação com grupos criminosos foi obtido em 2005 através de escuta telefônica feita pela polícia.
Durante o grampo, Adriana foi flagrada instruindo bandidos a roubarem R$ 50 mil de um casal de clientes dela. Na mesma ocasião foram ouvidos traficantes utilizando a linha telefônica de Telini para negociar a compra de drogas. Além disso, a própria advogada foi ouvida dando instruções à filha de um presidiário, suspeita-se que sobre o paradeiro de tijolos de maconha.
Mais evidências de sua ligação estreita com criminosos se deram em junho de 2006. Nesse período, um bandido então foragido foi visto em seu escritório. Em 2007, por conta das acusações, ela prestou depoimento na CPI do Tráfico de Armas da Câmara dos Deputados.
Em 2008, Adriana foi denunciada por envolvimento no roubo de joias avaliadas em R$ 120 mil. As joias foram levadas de um casal de vendedores que tinham acabado de sair do escritório da advogada no dia 21 de janeiro.
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