Diante da crise econômica mundial que provoca demissões e cortes de gastos, um grupo de empresários tem caminhado no sentido contrário. Confiantes no sucesso a longo prazo, eles aproveitam o atual cenário para investir e gerar empregos. Em seis novos negócios abertos recentemente ou com previsão de inauguração nos próximos meses, o número de contratados deve ultrapassar 80 pessoas.
A maioria dos investidores se nega a falar em valores, mas são categóricos ao dizer que é preciso ter pulso firme, criatividade e muito planejamento para expandir enquanto todos falam em retração.
Proprietário do Peixinhos Bar, Gilmar Coproski faz parte desse time. Depois de 13 anos no mercado, ele trabalha na abertura de sua segunda unidade. Desta vez, dentro de um centro de compras.
Entre as novidades programadas, o local terá área para crianças, sala de reuniões e até um mezanino. "Sempre se fala em crise, mas, no ramo de alimentação, não há grandes quedas, por isso, com planejamento e criatividade, tem como crescer nesse período. Além disso, surgiu a oportunidade desse espaço com excelente localização". No estabelecimento serão empregadas 35 pessoas entre cozinheiras, garçons, caixa e segurança.
Outro empresário que vê na crise uma oportunidade de expansão é o proprietário da Óticas Carol de Franca, Roberto Coelho Nunes. Para ele, nessa época todos trabalham em prol do negócio florescer, dessa forma fica mais fácil negociar. "A franquia tinha intenção de expandir e eu sempre apostei na mudança de perfil da cidade. Lógico que há receios, mas a coragem é maior", disse. Nunes investirá R$ 80 mil na nova loja com inauguração marcada para abril.
Professor de economia Elvisney Alves diz que, havendo uma boa estrutura financeira e uma visão de futuro, o novo negócio não corre risco. "É por falta de investimentos que se tem crise. O empresário que tiver caixa e apostar num ramo promissor ele pode fazer o investimento mesmo na crise".
É o que fez o empresário Antônio Carlos Franchini Filho, o Kakalo, ao lado de outros três sócios. Nessa semana, eles inauguram a Santoro Cafeteria onde foram gerados 25 empregos diretos entre garçons, chefs, assistentes e gerentes. Kakalo disse que o conhecimento na área, a experiência de um dos sócios em cafeteria e a não exploração do ramo na cidade foram os principais motivadores para a abertura. "Fora isso a idéia surgiu antes da crise e nós pensamos em retorno a longo prazo".
Também foi a oportunidade de mercado em novos locais que impulsionou o diretor presidente da Coopersumo, Paulo Sérgio Faleiros, a planejar a abertura de duas novas farmácias na cidade. "É preciso estar perto do cliente e, para isso, o investimento se faz necessário. O segredo é planejar, ter metas e executá-las". As lojas abrirão 12 vagas de emprego e um investimento de R$ 120 mil cada.
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