Projeto Arte na Rua, Festival de Cenas Curtas, espetáculos circenses e palestra com a premiada atriz do filme Linha de Passe, Sandra Corveloni, encerram a 21ª edição do Festival "Águas de Março" neste fim de semana em Franca.
Hoje a Troupe Theatrum, dirigida por Hélio Simões e Fábio Fernando, apresenta o espetáculo circense Palhaçaria, às 10 horas no Caic do City Petrópolis e às 14 horas na Escola Municipal “Antônio Manuel de Paula”, no Jardim Aeroporto II.
Também pelo Projeto Arte na Rua, a Cia. de Teatro Tunika, de São Paulo, apresenta a peça Histórias que eu Não Inventei: às 11 horas na Praça Sabino Loureiro e às 14 horas na Praça Barão. Com direção de Gê Martú, a montagem é um convite a uma reflexão sobre a qualidade de vida, que não necessariamente estaria atrelada a uma "boa condição financeira".
Na linguagem simples e espontânea da personagem Tunica, é traçado um paralelo entre a vida na roça e a vida na cidade grande onde as diferenças ficam em evidência. "Seja numa metrópole efervescente ou num cantinho geográfico qualquer, o sonho tem a mesma importância para aquele que busca sua realização", afirma a atriz Glória Rabelo.
Das 14 às 18 horas, o ator Murilo de Paula ministra oficina de Criação Cênica através do Estudo da Qualidade do Movimento para 37 pessoas, no Centro de Educação Integrada.
Ainda neste sábado, às 20 horas, acontece no Teatro Municipal o Festival de Cenas Curtas, em que nove grupos francanos apresentam esquetes fragmentadas de textos, contos e romances.
Segundo o diretor do Municipal, Jô Ribeiro, o Festival foi um sucesso de público, principalmente nas Mostras de Danças. "Arrecadamos mais de mil litros de caixas de leite longa-vida, além de alimentos que foram encaminhados ao Fundo Social de Solidariedade", afirmou.
DOMINGO CULTURAL
No último dia do "Águas de Março", Sandra Corveloni, que no ano passado ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes com o filme Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, ministra uma palestra e oficina teatral, das 13 às 17 horas, no Auditório “Fábio de Salles Meirelles”, no Parque “Fernando Costa”. De acordo com Jô Ribeiro, quase 50 pessoas se inscreveram e as vagas estão esgotadas.
Às 20 horas, no Teatro Municipal, a Troupe Tangará, de Londrina (Paraná), apresenta o espetáculo circense Tumba e Para. Dezesseis artistas apresentam números de malabares, trapézio, número dos néons, entre outros.
O diretor Carlos Tangará explica que o espetáculo faz uma alusão a um estilo circense muito comum nas décadas de 1960 e 1970, chamado de "Circos de Tiro". "Em um ritmo frenético, entre os shows e o tradicional `monta e desmonta`, os peculiares Circos de Tiro levaram diversão e cultura para milhares de pessoas de todas as classes sociais", ressalta, contando que o termo "Tumba e Para" é uma expressão circense de origem espanhola que significa "montar e desmontar" e servia para designar um tipo de apresentação dinâmica, onde os artistas não eram responsáveis apenas pela apresentação dos números, mas também pela montagem e desmontagem dos aparelhos.
Em seguida, os organizadores do Festival entregam as homenagens e os prêmios aos melhores dos Festivais de Poesia Encenada e Cenas Curtas.
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