A Câmara de Igarapava terá sua próxima sessão na segunda-feira, dia 23. Pelo regimento interno da Casa, quem assume a presidência é a vereadora Denize Mattar Soukef Gobbi, que ocupava a função de segunda secretária da Mesa Diretora até quarta-feira. Os outros membros da mesa estão entre os vereadores presos. O Comércio tentou por diversas vezes entrar em contato com Denize, mas, mesmo com os pedidos deixados na caixa postal de seu telefone fixo, não obteve retorno.
Às 19 horas, quando abrir a sessão, a vereadora dará posse aos suplentes dos vereadores afastados. Em seguida, deverá encerrar a reunião. Os novos vereadores, então, assumem na semana seguinte.
Todo esse quadro não leva em conta as possibilidades jurídicas ao alcance dos parlamentares afastados, que podem, via judicial, recorrer do mandado de prisão e até serem reconduzidos a seus cargos.
Já uma eventual cassação dos mandatos, por sua vez, pode ocorrer por dois caminhos diferentes: os vereadores podem ser cassados tanto pela Justiça quanto pela própria Câmara.
Advogado do Legislativo de Igarapava há 25 anos, José Luiz Said, 52, disse que foi pego de surpresa pela ação policial e do MP. “Sinto que a população está favorável e apoia o prefeito. Mas o futuro não deixa de ser preocupante, porque são famílias influentes na cidade e sempre volta à lembrança o que aconteceu com o outro prefeito”, disse o advogado, referindo ao assassinato do ex-prefeito Gilberto Soares dos Santos, o Giriri, ocorrido há 10 anos.
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