Não, obrigada. As companhias aéreas TAM, Azul, Trip e Passaredo - que já atuaram em Franca ou foram alvo de rumores de que poderiam atuar -, descartam qualquer possibilidade de operar no Aeroporto “Tenente Lund Presotto”. Entre os motivos apresentados estão a falta de aeronaves, o pequeno fluxo de passageiros e o baixo retorno financeiro. Nenhuma delas mencionou a estrutura do aeroporto ou ausência de equipamentos.
A Passaredo, que operou na cidade entre junho de 2006 e dezembro de 2008, disse na quarta-feira, através de sua assessoria de imprensa, que a falta de interesse se deve ao novo planejamento da companhia. O objetivo da Passaredo agora seria fortalecer Ribeirão Preto, de onde parte a maioria de seus voos. Segundo a empresa, “esse fortalecimento beneficia toda a região, inclusive Franca, que passou a contar (no aeroporto ribeirão-pretano) com muito mais opções de destinos e horários de voos”.
A explicação difere da que foi dada no fim do ano passado quando a empresa transferiu seus voos para a outra cidade. Na ocasião, alegou a falta de aparelhos necessários para auxiliar as aeronaves na hora do pouso em dias nublados no aeroporto francano.
A TAM, que também já operou voos em Franca, foi clara ao afirmar que não tem planos para voltar a fazê-lo. “Atualmente, a TAM não tem planos para voltar a operar voos na cidade de Franca.” Já as empresas Azul e Trip não foram tão categóricas na negativa, mas avisaram que, por enquanto, não têm nenhuma previsão de operar na cidade. “A empresa está em um momento de expansão e sempre atenta às oportunidades e demandas que apareçam e Franca não está excluída das possibilidades. Porém não temos qualquer previsão ou planejamento no momento”, afirmou a Trip através de sua assessoria.
Outra companhia que também já operou em Franca, a Pantanal, não teve sua concessão renovada pela Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) e estará proibida de voar a partir do próximo dia 25.
Ana Maria Mourão, presidente da Afav (Associação Francana de Agências de Viagens), lamentou o fim da operação comercial em Franca. Para ela, a decisão da Passaredo foi principalmente comercial. “Aqui nós vendíamos todos os lugares disponíveis para a cidade, que eram poucos, entre 10 e 12. É uma pena porque a comodidade era um argumento a mais na venda de viagens”, disse.
ESTRUTURA
De acordo com o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), órgão responsável pela administração do aeroporto, o local tem capacidade para receber voos diurnos e noturnos da aviação comercial regular, podendo operar aeronaves Boeing B-737, Airbus A-319 e Brasília (Embraer). Ainda segundo o órgão, “não existe nenhuma restrição para a operação de aeronaves. Trata-se de uma questão de mercado”.
Para o comandante Carlos Eduardo Molck, piloto há 25 anos e usuário do aeroporto, no entanto, a falta de um controlador de voo limita a operação no local. “Hoje, Franca está restrita a operações visuais. Você tem de ver a pista para fazer qualquer aproximação ou decolagem”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.