O empresário do setor de couros MSB, 34, morador na Cidade Nova, foi preso na manhã de ontem acusado de participar de um esquema de fraude contra instituições bancárias e a Receita Estadual.
Além de MSB foram presos preventivamente outros cinco empresários - três de Bauru, um de Cabrália Paulista e outro de Boa Esperança do Sul - e um “laranja”. Todos são acusados de estelionato, formação de quadrilha e sonegação fiscal. A partir de empresas fantasmas o grupo teria sonegado R$ 7,6 milhões.
O esquema de fraude fiscal a partir da abertura de empresas de fachada foi desmontado por uma operação do Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), grupo ligado ao Ministério Público Estadual, em conjunto com a Secretaria Estadual da Fazenda, Polícia Militar e Instituto de Criminalística. “Eles cometiam crimes de estelionato e sonegação com notas fiscais inidôneas de empresas que aparentemente existiam, mas eram apenas de fachada”, disse o promotor de Justiça Cláudio Watanabe Scavassini.
A operação denominada “Escalpo” aconteceu de forma simultânea nas cidades de Bauru, Franca, São José do Rio Preto e São Paulo. Os promotores investigavam as ações da quadrilha há quatro meses, após receberem informações da Secretaria Estadual da Fazenda. A comprovação da sonegação fiscal e fraudes contra instituições bancárias veio através de conversas telefônicas interceptadas com autorização da Justiça de Duartina (SP).
O empresário francano foi preso em seu escritório, no Jardim do Éden. Nove fiscais da Receita Estadual, peritos do IC e promotores do Gaerco de Franca apreenderam documentos e copiaram todos os arquivos dos computadores da firma. O material será analisado por técnicos da Receita. “Ainda não podemos dizer se os documentos são falsos ou verdadeiros. Isso vai depender de uma análise mais aprofundada”, disse Watanabe.
<b>Ouça abaixo o promotor de justiça Cláudio Watanabe Scavassini:</b>
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De acordo com o Gaerco, “laranjas” abriam empresas que simulavam operações comerciais no setor de couro para gerar créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), depois negociados com indústrias calçadistas mediante notas fiscais frias. A quadrilha também obtinha dinheiro junto a instituições bancárias resgatando duplicatas frias.
O advogado Ivan da Cunha Souza, que defende o empresário, disse que vai à cidade de Duartina tomar conhecimento do processo e montar a defesa de seu cliente. “Nós apenas recebemos o mandado de prisão. Agora estamos aguardado a abertura desses documentos para ver se tem alguma coisa que comprometa ou não meu cliente”, disse Souza.
<b>Ouça abaixo Ivan da Cunha Souza,advogado do acusado:</b>
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As operações ilegais eram feitas através de um curtume em Cabrália Paulista e de empresas fantasmas em Araraquara, Boa Esperança do Sul e Franca. A quadrilha teria sonegado pelo menos R$ 7,6 milhões em tributos estaduais.
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