Colunista do ‘Comércio’ atinge a marca de 500 publicações


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MARCA HISTÓRICA - Toninho Menezes, na sede do GCN, mostra a mão aberta, em alusão às 500 colunas publicadas
MARCA HISTÓRICA - Toninho Menezes, na sede do GCN, mostra a mão aberta, em alusão às 500 colunas publicadas
Antônio Carlos Caetano de Menezes, o Toninho Menezes, é um homem metódico e organizado. Acostumado à disciplina militar - é tenente reformado da Força Aérea Brasileira - construiu a rotina de se sentar por volta das 23 horas de cada uma das quintas-feiras dos últimos dez anos para escrever textos semanais para o Comércio da Franca, rotina iniciada em 1999 a convite do jornalista Corrêa Neves. Segundo suas lembranças, Corrêa lhe pediu que “passasse para o papel aquelas suas aulas que os alunos comentam”. Toninho tomou gosto e não parou mais. Chegou, no último domingo, 15 de março, aos 500 textos. Guarda as páginas do jornal e arquivos digitais em três computadores diferentes. Há uma cópia de cada texto no site do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), anexadas em seu currículo. O início da “nova” atividade foi difícil. Na época, Toninho era professor universitário, secretário municipal de Administração e procurador municipal da primeira gestão do ex-prefeito Gilmar Dominici. “Eu tinha que me manter atualizado quanto a temas e lia tudo o que podia, da forma que podia”, recorda ele. Em meados de 2000, Corrêa perguntou-lhe se podia contar com seus textos com periodicidade, porque queria criar uma página nova, que chamaria de “Brasil em Discussão”. “Senti-me desafiado. Disse sim”. Toninho se lembra de várias polêmicas que teve de enfrentar, durante os dez anos, e cita uma como a mais difícil. “Quando morreu o ex-presidente João Batista Figueiredo produzi artigo com alguns elogios a ele, visto que tive a honra de servi-lo como segurança”, disse. Como integrava a administração petista em Franca, a repercussão foi imediata. A página “Brasil em Discussão” entrou em recesso exatamente no domingo, 15 de março em que Toninho Menezes publicou seu texto “Os primeiros 500 artigos”. “A decisão de não publicar a tradicional página por um determinado tempo se prende a ações estratégicas de enfrentamento à crise econômica que atinge todo o País”, disse Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio. E completa: “Certamente o título voltará em ocasião oportuna”. A Editoria de Opinião decidiu “importar” para sua tutela os colunistas Toninho Menezes e Nadir Cabral. Nadir, especialista em Direito Ambiental, continuará publicando seus textos na página A-2. Toninho estreia no domingo, ainda no Caderno Brasil, como colunista. OUTRAS MUDANÇAS Ainda no contexto das alterações editoriais que este Comércio empreende, outras mudanças iniciam-se a partir de hoje. A primeira é a estreia de nova colunista às sextas-feiras: Lúcia Helena Maníglia Brigagão. Jornalista, publicitária e membro da Academia Francana de Letras, Lúcia iniciou publicação de seus textos no Comércio da Franca nos anos 70. Depois disso, dedicou-se a vários projetos pessoais e agora retorna. “Dona de um estilo direto, contestador e de posições veementes, Lúcia certamente agradará em cheio aos leitores”, afirma o editor de Opinião, Luiz Neto. O ex-conselheiro do jornal Alexandre Henrique Leonel, que assinava colunas às sextas-feiras, conhecido farmacêutico e agora dedicado a novo projeto profissional, continuará exercitando o fino humor de suas colunas em textos semanais, também às sextas-feiras.

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