A 3ª Vara da Justiça Federal de Franca leiloa hoje 131 bens penhorados em razão de dívidas com a União. Entre os bens estão carros, motos, imóveis, eletrodomésticos, materiais de escritório e informática, além de máquinas e equipamentos do setor calçadista. Os itens compõem 33 lotes e estão avaliados em R$ 2 milhões.
O leilão acontece a partir das 13 horas, na Avenida Presidente Vargas, 543, Cidade Nova. A participação é aberta a todos os interessados. Nesse primeiro leilão os lances mínimos têm valor estipulado de acordo com a avaliação. Para o segundo, marcado para o próximo dia 31, será disponibilizado o que sobrar. Na ocasião, serão permitidos lances a partir de 50% do valor avaliado.
Diretor da secretaria da 3ª Vara Federal, André Luiz Motta Júnior disse que a vantagem em participar do leilão é a possibilidade do arremate ser parcelado em até 60 vezes, dependendo do tipo e do valor da compra. “Os bens podem ser vendidos por valores inferiores ou até superiores aos de mercado, dependerá da disputa principalmente no segundo leilão”.
No edital há, por exemplo, um computador avaliado em R$ 650, um carro modelo Corsa Wind ano 2000 por R$ 14.390 e uma motocicleta Titan ano 2004 por R$ 4,5 mil. Em alguns casos, os bens não são vendidos integralmente e podem ser arrematados por mais de um comprador. É o caso de um imóvel na Vila Santa Terezinha avaliado em R$ 45 mil. O bem foi fracionado em 12 partes - ao valor de R$ 3,7 mil cada.
O edital com a descrição de todos os lotes, a forma com que cada um será vendido e os endereços para visitação podem ser vistos no site www.confiancaleiloes.com.br, onde também podem ser feitos lances on-line pelos bens. As avaliações foram feitas por oficiais da Justiça.
Antes do leilão todos os produtos penhorados podem ser conferidos pessoalmente pelos compradores. Inclusive os imóveis. Basta apenas o candidato se dirigir ao local indicado no edital. Caso haja recusa do proprietário em mostrar, o interessado pode solicitar uma autorização judicial.
O PROCESSO
Durante o evento de hoje os bens que não forem arrematados vão automaticamente para o leilão do dia 31. Caso não haja comprador novamente serão remetidos para outros leilões - marcados para maio e setembro. “Nesse meio tempo a dívida pode ser quitada e o bem retirado do lote”, disse o juiz Motta Júnior.
Em caso de arremate há um prazo para impugnação. Se não houver, o bem adquirido passa para as mãos do novo proprietário em 30 dias. “O objetivo do leilão é fazer com que os carros, imóveis, eletrônicos e máquinas se transformem em dinheiro para pagamento das dívidas”, afirmou o juiz.
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