Polícia Civil de SP fará novo concurso para investigador


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A Polícia Civil de São Paulo abrirá, em breve, um novo concurso para o cargo de investigador de polícia. O cronograma da seleção ainda não foi divulgado, mas a corporação já definiu a comissão que será responsável pelo concurso. O novo processo seletivo preencherá as vagas remanescentes do certame anterior, que oferecia 1.449 vagas e teve apenas 390 aprovados na prova preambular realizada em dezembro passado. Diferente do concurso anterior, que exigia nível médio de escolaridade, o novo edital exclui do processo os candidatos que não tiverem nível superior. A mudança aconteceu porque no final de 2008, o governador do Estado, José Serra, sancionou a Lei Complementar 1.067 que modificou a escolaridade das funções de investigador e escrivão de polícia. A medida atendeu a uma antiga reivindicação da Polícia Civil. Na justificativa apresentada no projeto de lei consta também que a exigência de nível superior para os cargos citados ajudará a melhorar a prestação dos serviços de segurança pública. Entre os que ficarão de fora do novo processo está o francano Douglas Marcel da Cunha, 24, que tentou, sem sucesso, uma das vagas no órgão. “Desta vez não prestarei porque não tenho curso superior. Estudei e prestei o concurso anterior, mas a prova foi muito difícil. Em uma escala de zero a dez, a dificuldade foi dez. Principalmente a prova de informática”, disse Cunha. Com este alto grau de dificuldade, apenas 0,58% dos mais de 67 mil candidatos que prestaram a prova objetiva foram considerados aptos a prestar as provas posteriores obrigou o órgão planejar o novo concurso. Segundo a proprietária da Escola Futura, instituição de ensino preparatória para concursos, Marisa Souza, até mesmo professores consideraram a dificuldade das provas incompatível com o que era exigido em edital. “A prova de informática, especialmente, foi extremamente complexa”, afirmou. Para ser aprovado na prova objetiva, o candidato deveria acertar 50% das questões de cada disciplina exigida (língua portuguesa, noções de direito, noções de criminologia, atualidades, lógica e informática). Conforme um gráfico com as estatísticas da prova, divulgado pela Polícia Civil, 29,93% daqueles que realizaram a prova foram reprovaram em todas as disciplinas e 30,39% foram reprovados em uma ou mais disciplinas. Além da prova objetiva, os aprovados ao cargo de investigador passam também por outras duas etapas de provas escrita e oral e pelos testes de aptidões psicológica e física. O salário oferecido foi de R$ 1.729,82 e a taxa de inscrição custou R$ 32,74.

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