Parte do telhado de hospital desaba em Miguelópolis


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Pacientes e funcionários da Santa Casa de Miguelópolis levaram um grande susto no último sábado. Parte do telhado do centro cirúrgico do hospital desabou. Os entulhos caíram para o lado de fora e sobre o forro, o que evitou uma tragédia ainda maior. Ninguém se feriu. O barulho foi tanto que assustou até um grupo de pessoas que participava de um velório nas proximidades da Santa Casa. O desabamento retrata um problema ainda maior. A Santa Casa está sob intervenção desde o dia 1º de março. O novo interventor, Eurípedes Peraro, relata uma situação caótica. "O desabamento do telhado já era previsto. Não deu tempo para consertar. A situação do prédio da Santa Casa é precária. Além disso, os funcionários estão com dois meses de salários atrasados". Um grupo foi escalado para traçar um diagnóstico do hospital. Os problemas não demoraram a aparecer. Segundo Peraro, todo o prédio está comprometido. "A sala de raio-X está caindo, há infiltração e mofo por todo lado. Encontramos cupim e até ratos no interior da Santa Casa". Para Peraro, só mesmo uma reforma completa para resolver a situação. Recentemente, a fachada foi pintada, mas nenhum reparo extra foi executado. Uma equipe da Prefeitura Municipal está trabalhando no local para refazer o telhado que desabou. A administração do hospital encaminhou um pedido de R$ 1,5 milhão para o governo estadual para promover uma reforma completa no prédio que foi inaugurado em 1983 e, desde então, nenhuma outra grande melhoria foi feita. Apesar da precariedade, a Santa Casa não será interditada. Também não há previsão para uma dedetização. "Não adianta. O que o hospital precisa mesmo é ser reformado. As administrações passadas fizeram pequenas reformas como na recepção. A parte de trás do hospital está podre. Não adianta gastar com medidas apenas paliativas", disse Eurípedes Peraro. PAGAMENTO ATRASADO O interventor disse ainda que a equipe criada para fazer um levantamento geral do hospital constatou também que, somente de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o hospital deve ao governo mais de R$ 500 mil. Além disso, os funcionários estavam havia dois meses sem receber salário. "Conseguimos acertar um mês. Mas ainda não sabemos qual é a dívida total da Santa Casa", disse Peraro. A Prefeitura Municipal repassa mensalmente R$ 70 mil e o SUS (Sistema Único de Saúde) entra com R$ 40 mil para prestação de serviço. A Santa Casa tem 51 leitos e atende, em média, 20 pacientes por dia. A maioria dos pacientes é da própria cidade. Segundo Eurípedes Peraro, os pacientes, em sua maioria, são carentes e não têm condições de pagar pelo atendimento.

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