Sair do pé


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Com relação ao tradicional instinto famélico do poderoso leão brasileiro, os contribuintes podem agora com esperança, verem acender-se uma luz no fim do túnel escuro. Fique claro que falo daqueles cumpridores das posturas legais, não incluindo tantos e grandes sonegadores. O ponto de destaque que nos leva a novo e surpreendente alento cabe ao salutar e recente pronunciamento da secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira: "Queremos é sair do pé dos assalariados que fazem deduções de despesas médicas. Para isso, a Receita mudará os métodos de seleção dos contribuintes que serão fiscalizados". Lina Vieira vai adiante, questionando: "Por que é permitido abater despesas médicas sem limite e não as de educação?". Mostra a secretária atraente sensibilidade no tocante ao sangrado poder econômico do trabalhador. Quando avançado em anos de labor, mal consegue rastejar seu cansaço e dificuldade de parcos resultados da injusta aposentadoria consumida em medicamentos, o ancião anseia só por viver dignamente. Ao jovem com vigor para o trabalho, bem-intencionado e produtivo, Vieira direciona seu olhar de justiça no direito de bem educar e formar para o futuro seus descendentes a um custo no Brasil, sem suporte adequado ao seu bolso desprovido. Com vivência de mais de trinta anos no trato das coisas da Receita Federal e participação na mesma área nos governos de Alagoas e Pernambuco, trouxe para o cargo assumido em julho do ano passado, além da experiência, arrojo para promover mudanças na estrutura do pessoal da secretaria em todos os Estados, atitude que causou algum descontentamento a que ela respondeu com firmeza: "Foi uma mudança de rotinas não muito convenientes ao serviço público sem qualquer rotação por 13 anos nas mãos dos mesmos. As eventuais manifestações contrárias, se houve, foram dos descontentes". Doravante o foco da Secretaria Federal será grandes empresas e diligencia para recuperação de créditos, não havendo espaço para elevação de cargas tributárias. Estudos recentes apontam uma sonegação ultrapassando R$ 200 bi chamando a atenção para um índice de 32% do orçamento. Na visão de Vieira – acertadamente – devem ser desonerados os pequenos com ativação de fiscalização eficiente, combate à sonegação com absoluto efeito sobre os grandes contribuintes. Garcia Netto Jornalista

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