Ir e vir, além de ser um direito inalienável e constitucional de cada pessoa, são verbos que representam ações bem opostas. Ou seria o contrário? O “ir” pode ser a mesma coisa que o ato de “vir”. Afinal, para vir, torna-se necessário que alguém antes tenha ido. Tudo depende da posição. Complicado, não? Mas, este é o valor da palavra. Ela não só veicula o pensamento, como também faz pensar!
Quase todo verbo sempre apresenta a possibilidade de dar origem a um substantivo. Fora poucas exceções, esse tipo de formação de palavras funciona mais ou menos assim: o estudo deriva de estudar. O trabalho tem origem em trabalhar. A educação vem de educar e via (substantivo) nasceu do verbo “vir”.
Ir não permite a formação de substantivo. Usa-se o mesmo de vir. Assim, por uma via pode-se ir ou vir. Se não houvesse cruzamentos ao longo do caminho como antigamente, tudo seria mais fácil. Não haveria risco nenhum de trombadas. Sim, naquele tempo, não se falava em batidas. Dois veículos movidos por cavalos podiam somente se trombar em caso de disparada dos animais.
Hoje, as vias são muito diferentes. Uma rua recebe a denominação de avenida em função de sua largura e por ter um canteiro ou divisória no meio, permitindo assim o trânsito em duplo sentido. Franca possui uma avenida que não faz jus ao nome ao pé da letra. A "Brasil" não passa de uma rua um pouco mais larga, que suporta uma intensa circulação de veículos.
A mão dupla da imprópria Avenida Brasil traz riscos para quem transita pela região Leste. Já se pensou em alterações no local, mas os comerciantes são contrários. Eles não querem a via com sentido bairro/centro. Ou vice versa. Qualquer mudança atrapalha o movimento, segundo o pessoal estabelecido por lá.
Este ponto de vista está ultrapassado. Passou da hora daquela avenida ter mão única. O ideal seria estabelecer o sentido centro/bairro até a Avenida Adhemar de Barros, enquanto que a Rua São Paulo passaria a ter a mesma mão de direção da Rua Minas Gerais. Ambas ficariam com os sentidos bairro/centro.
Com isso, cada quadra da Avenida Brasil seria transformada em uma espécie de rotatória. Quem descesse pela Rua Minas Gerais ou São Paulo teria facilidade para contornar e chegar ao ponto desejado da Avenida Brasil. O mesmo aconteceria com o motorista que estivesse subindo a avenida. Para retornar ao Centro, bastaria virar à direita ou à esquerda e teria a opção de uma das vias paralelas.
Na região Oeste, a esquina das Ruas Voluntário Adriano Cintra e Alberto de Azevedo oferece constante perigo. Depois do recapeamento os motoristas que transitam pela preferencial imprimem alta velocidade, bem em frente a uma escola. Além disso, não há oportunidade para o cruzamento de outros veículos. O certo é a instalação urgente de um semáforo no local.
Ainda na região Oeste, a rotatória existente na Rua Francisco Marques, logo após a Igreja São Judas Tadeu, representa sério perigo para pedestres. As seis bifurcações de vias existentes no local não têm nenhuma faixa de segurança. Cruzar o local a pé é colocar o corpo ou a vida em risco. Se a maioria dos motoristas não respeita intersecção destinada ao caminhante, imagine então o comportamento em logradouro sem pintura indicativa? A ação fica agora por conta do Serviço Municipal de Trânsito.
Antônio Araújo
Professor de redação - tonin.palavras@uol.com.br
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