Nem as inúmeras demissões e as negociações salariais acirradas tiraram dos francanos a fé num futuro melhor. Pelo menos é o que afirmam 66% dos 400 entrevistados do Instituto Datalink. Para eles, a economia de Franca vai melhorar - muito, um pouco ou se manter estável - em 2009.
A pesquisa ouviu homens e mulheres, maiores de 16 anos, das classes A a E entre os dias 22 de fevereiro e 1º de março. Dez bairros foram visitados. A abordagem foi pessoal e domiciliar. Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: "Qual sua opinião em relação ao desempenho da economia de Franca em 2009?". O grau de confiança no futuro predomina em todas as faixas etárias, classes sociais e idades.
Apesar do assunto ser inédito, as respostas não surpreenderam. Para Raphael de Barros Filho, coordenador da pesquisa, o francano sempre se mostra confiante em relação aos assuntos que diz respeito à cidade. "Perguntamos aos entrevistados o que acham que vai acontecer com a economia diante das notícias que estão vendo e não o que esperam que aconteça. O resultado mostrou que a crise é uma coisa que as pessoas, inconscientemente, não querem ver. Existe um bloqueio em querer aceitá-la. Mesmo com uma série de fatos, a visão positiva prevalece".
O economista Hélio Braga acredita que há um certo ceticismo em relação à crise. "Ela (a crise) tem desdobramentos que nem todos conseguem somatizar. O pessimismo ou negativismo nesse momento, realmente, não é conveniente. Porém, cautela, prudência, acho que é a melhor coisa".
<b>AS MAIS CONFIANTES</b>
A pesquisa Datalink não deixa dúvidas de que os francanos confiam num futuro melhor, mas são as mulheres, entre 35 a 59 anos, as que mais apostam nisso. A pespontadeira Rosângela Santos se encaixa neste grupo e concorda. "Mesmo com tudo que vem acontecendo, é preciso confiar que as coisas vão melhorar. Tenho certeza de que vamos reagir e terminar 2009 melhor do que começamos".
Aos 39 anos, Rosângela cuida sozinha de dois filhos menores. Nos últimos dois meses esteve desempregada, mas não deixou de ir à luta. Há uma semana conseguiu um novo emprego e pretende colocar as contas da casa em dia. "Não vejo a hora de isso acontecer. Só de estar empregada já tenho um novo ânimo", disse.
<strong>Veja a pesquisa abaixo:</strong>
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