Embora ainda não tenha caído totalmente a ficha para mim sobre meu amigo e companheiro de trabalho que já não está mais aqui, gostaria de dizer que não cabe a nenhum de nós tentar imaginar o que o levou a fazer o que fez. Muito menos, julgar seus motivos. Todos nós cometemos erros e essa foi a forma que ele escolheu para partir. Continuo triste e inconformada, pois passamos, naquele final de semana, nove horas trabalhando juntos. Em nenhum momento pude perceber que ele precisava de alguma ajuda e é daí que tiro uma lição de vida: de nada adianta fazermos caridade, doar alimentos, se não conseguimos perceber um irmão ao lado precisando de apoio, de atenção, de uma palavra que seja. As imagens que vi no velório e no sepultamento já deletei de meus pensamentos, pois o Mateus que conheço é um Mateus pra cima, risonho, alegre, brincalhão, apaixonado pelo seu São Paulo e pelo nosso basquete. Foi sempre um companheiro de trabalho presente, disposto a ajudar e essa é a imagem que terei dele para sempre em meus pensamentos. A seus pais, Senhor Luiz e Dona Marlene, expresso meus sentimentos e desejo que Deus lhes dê muita força para enfrentar essa tristeza de perder o filho único. Deixo aqui o meu aprendizado. Vamos todos rezar por ele. (Leia a matéria que deu origem ao comentário em http://www.comerciodafranca.com.br/ materia.php?id=40983)
Lidiane Silva Pereira
Franca - SP
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