A escassez de pedidos nas fábricas de calçados levou os sindicatos patronal e dos empregados a travarem uma disputa sobre a implantação do sistema de banco de horas para a categoria.
O Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) suspendeu as negociações de salários e colocou como imposição para voltar a negociar a implantação do banco. O Sindicato dos Sapateiros, por sua vez, garante que está aberto às negociações salariais, mas descarta a possibilidade de discutir o assunto.
Por conta do impasse, os sapateiros não tiveram propostas para avaliar durante a assembleia realizada na última quinta-feira. A mais recente oferta do Sindifranca prevê um reajuste de 6,5% nos salários, piso de R$ 554 e abono escolar de R$ 150. Foi rejeitada por unanimidade. Os trabalhadores que estiveram presentes, consultados informalmente, também não concordaram com a implantação do banco de horas.
Até sexta-feira o impasse estava mantido. Assim, o Sindicato dos Sapateiros deve convidar o Sindifranca para discutir os salários no Ministério do Trabalho. "Vamos solicitar uma mesa-redonda com eles, através de um órgão oficial e competente para tanto, para estabelecer o fim das negociações ou reabrir conforme entenderem", disse Paulo Afonso Ribeiro, presidente da entidade.
Para José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca, o momento não é de concessões. "Precisamos preservar os empregos. Não podemos colocar em risco a sobrevivência das empresas. Não conseguimos obter resposta prática do porquê de não implantar o banco".
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