O frentista Carlos Pereira da Silva voltou a trabalhar no final do ano passado no posto onde sofreu o acidente. Perdeu totalmente o olfato, teve reduzida a sensibilidade na face e tem tonturas constantes. Com queimaduras e fraturas pelo corpo, Silva passou duas semanas internado, uma delas em coma.
As duas cirurgias para enxerto de pele no local em que sofreu as queimaduras deram resultado aparente, mas o frentista deverá usar pomadas e cremes pelo resto da vida.
Na conversa por telefone destacou o abalo do filho, à época com 7 anos, e da mulher com a repercussão do caso. “Eu procuro não pensar, mas cada vez que olho no espelho ou para as minhas pernas, as imagens voltam na hora”, disse ele. “Não quero nem mais nem menos para esse rapaz; quero apenas que ele pague pelo o que fez.”
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