Os dois advogados envolvidos no processo que Carlos Pereira da Silva move contra Caio Meneghetti Fleury têm, como era de se esperar, opiniões distintas sobre o andamento do processo. Para o advogado do estudante, Said Hallah, que mantém um escritório de advocacia com o mesmo nome em Ribeirão Preto, está havendo certo exagero na denúncia por tentativa de homicídio contra seu cliente.
Conciso, Hallah não quis detalhar sua linha de defesa no caso. “Advogado que fala demais constrange juiz e promotor”, disse ele. Na única referência que fez ao processo, afirmou que não tem como comentá-lo diante dos desentendimentos que ocorreram. Limitou-se a dizer que está mais do que claro que o estudante não quis matar ninguém, nem nunca teve essa intenção.
O entendimento de Hallah não é, obviamente, o de Fábio Martins, que defende o frentista Carlos. Em sua opinião, o estudante tinha total consciência de sua conduta e assumiu o risco ao avançar sobre o posto de gasolina atropelando o frentista. “Está evidente nas imagens. Depois de ficar com seu carro sobre o corpo do Carlos, ele (o estudante) só não conseguiu fugir porque o carro não tocava o solo”’, disse Martins. “E não tocava porque o Carlos estava debaixo dele”.
O advogado disse não ter a menor dúvida sobre a possibilidade de Caio Meneghetti Fleury ser julgado pelo tribunal do júri de Ribeirão Preto. Segundo ele, o novo promotor analisou todas as provas colhidas pela polícia e que foram oferecidas ao Ministério Público. Cabe agora à juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos decidir se acata ou não a denúncia do MP.
Perguntado se o vídeo com as imagens do atropelamento seria exibido na eventualidade de ocorrer uma seção do júri, Martins disse que ele é essencial no julgamento. Disse ainda que seu escritório, voltado para causas empresariais, está trabalhando praticamente de graça para o frentista e sua família, a fim de atender a pedidos de amigos para que atuasse no caso. “Estou trabalhando com a única perspectiva de ver esse rapaz condenado. O que ele causou a um trabalhador como o Carlos e sua família não tem explicação.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.