A nova casa de Deus


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Somos chamados a uma verdadeira purificação e a responder algumas perguntas: em que consiste o nosso culto a Deus? O Senhor não nos pede coisas, dinheiro, liturgias pomposas, mas obediência à sua vontade e solidariedade com todas as pessoas frágeis, abandonadas e deixadas ao longo da estrada, do mercado e da Igreja. Somos chamados a ser santos e perfeitos com a graça e a força de Deus. Na leitura do livro do Êxodo, Deus nos oferece os Dez Mandamentos como condição da aliança que faz conosco. São normas curtas e fáceis de serem guardadas e regulam as relações das pessoas entre si e com Deus. Chama atenção o modo como Deus propõe os mandamentos. Antes de tudo diz: “Eu sou o Senhor que fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão”. Ou seja, mostra o que fez pelo povo e depois coloca as condições do pacto. Os mandamentos não foram decretados por um senhor poderoso e tirano, mas por um Deus libertador, que escolheu esse povo e quer ser amigo e parceiro. Os Dez Mandamentos não são leis severas, difíceis ou absurdas, impostas por um dominador. São indicações, chamadas não para cercear a liberdade, mas para indicar o caminho certo. Quem segue as orientações do Senhor foge da opressão das próprias paixões e do fechamento sobre si. Não destrói a própria vida, mas se torna uma pessoa livre, feliz e segura. ] Na leitura da carta de Paulo aos Coríntios, encontramos o coração da pregação de Paulo: o Cristo crucificado. Os judeus esperavam que Deus manifestasse seu poder e destruísse todos os inimigos. Contudo, Jesus se apresenta diante deles não como vencedor, mas como derrotado. Os sábios gregos confiavam na sabedoria e no poder das idéias. Nessa lógica, a morte na cruz não se enquadra em nenhuma lógica humana. A cruz é uma verdadeira loucura. O evangelho descreve a expulsão dos vendilhões do templo que acontece em pleno tempo da Páscoa dos judeus, quando Jerusalém encontra-se apinhada de peregrinos, vindos de todas as partes do mundo para celebrar, oferecer sacrifícios e cumprir suas promessas. Durante os dias de festa, passam bem, comem à vontade, tomam bons vinhos, compram presentes e frequentam o templo para rezar, pedir conselhos e oferecer sacrifícios ao Senhor. Os comerciantes sabem que a festa da Páscoa é uma privilegiada ocasião de fazer muitos e bons negócios. Em poucos dias lucram mais do que ao longo do ano. O evangelho relata a presença e a indignação de Jesus diante desse comércio. Jesus vê tudo e, sem dizer uma só palavra faz um chicote e expulsa os vendilhões do Templo; derruba as mesas, as cadeiras, o dinheiro, as gaiolas com as pombas. A reação de Jesus é surpreendente. Com duas frases ele mesmo explica tudo: “Tirai daqui tudo isso e não façais da casa de meu Pai uma casa de negócios”. Tendo purificado o templo da presença dos mercadores, declara que chegou o reino do Messias e condena qualquer ligação entre religião e interesses econômicos. A segunda frase: “Destruí este templo e em três dias eu o reerguerei”. Aqui Jesus mostra a inauguração de um novo templo e o início de um novo culto. Que templo novo é esse? Tendo ressuscitado o Filho, o Pai coloca a pedra fundamental do novo templo. Sobre essa pedra coloca outras pedras vivas que são os discípulos missionários. Todos juntos formam o corpo de Cristo, o novo templo onde Deus habita. Portanto, a nova casa de Deus, o lugar onde ele habita, é Cristo e com ele a comunidade dos crentes. Cristo e os membros da comunidade formam o novo santuário no qual se elevam a Deus os perfumes, os louvores, os cantos, os incensos e os sacrifícios que lhe são agradáveis. FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA. Todos aspiram por segurança e somos preocupados com a falta de segurança que se manifesta por meio da violência no trânsito, no tráfico, nas desigualdades sociais. A segurança pública é um dever do Estado e um direito e responsabilidade de todos. Para enfrentar a violência no Brasil, é preciso romper as resistências sociais que impedem que se aborde o problema como um fenômeno social que pode e deve ser modificado. É necessário “ação”. OUTRO MUNDO É POSSÍVEL! Recentemente, o Fórum Social Mundial realizado em Belém (PA) apontou para a convicção de que é nosso dever e que está ao nosso alcance construir um mundo diferente. A Campanha da Fraternidade ajuda a praticar a justiça para que a paz frutifique e seja restaurada a vida da humanidade e do planeta. Não podemos usar e abusar do mundo que nos rodeia demonstrando irresponsabilidade. Até a atual crise econômica vem fortalecer a esperança de que sejam adotados caminhos alternativos tentando salvar o planeta e promover a dignidade humana. TREZENA DE SANTO ANTÔNIO A Trezena pode ser rezada durante treze dias seguidos ou durante treze terças-feiras, também seguidas. A Trezena em honra de Santo Antônio teve origem no ano de 1617, em Bolonha (Itália). Precisando de uma graça, uma senhora recorreu ao Santo, com constância e fervor. Uma noite, Santo Antônio lhe aparece e diz: ‘Visita, nove terças-feiras consecutivas, a minha imagem, na Igreja de São Francisco, serás atendida’. Obedeceu a piedosa senhora, e alcançou tudo que desejava. Divulgado o prodígio, começou e cresceu a devoção das terças-feiras. Mais tarde o número delas passou para treze, em atenção a morte do Santo - aos 13 de junho de 1231. Esta devoção começou aqui em nossa Franca na Paróquia Santo Antônio com quatro moças no ano de 1948 e permanece até hoje. José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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