A Carmen Steffens está fazendo chantagem e se aproveitando da situação para implementar o “modelo chinês” de produção. O próprio Ministério do Trabalho tem se posicionado no sentido de que as empresas possam apresentar propostas de redução de jornada de trabalho, mas tem também que apresentar dados objetivos no sentido de provar a impossibilidade de manter empregos. É exatamente isso o que ocorre no momento entre a Embraer e os metalúrgicos de São José dos Campos. A Justiça do Trabalho tem agido lá com algum nível de cautela. E não vai dar certo. Se assim fosse as empresas que foram para o Nordeste buscando pagar menores salários e explorar as precárias condições de trabalho daquela região, não teriam falido. Justiça seja feita. Tenho mil divergências com Paulo Afonso Ribeiro (presidente do Sindicato dos Sapateiros e vereador) e com a maioria dos diretores do sindicato por entender que se distanciaram demais da base, mas acho que desta vez, estão agindo certo. Com relação à manifestação intempestiva dos trabalhadores que cederam à chantagem patronal, lembro-me que em outro tempo, iguais fizeram o mesmo com um cara que falava de justiça e que seria difícil um rico entrar no Reino dos Céus. Descobriram tarde demais que estavam errados. Todo o meu apoio à posição da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores: nenhum direito a menos!
Jorge Luís Martins
São Paulo - SP
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O Comércio e a Rádio Difusora são veículos que cumprem com muita habilidade e profissionalismo seus papéis de informar, propor, debater,incentivar, discordar e aplaudir quando há merecimento. Foi o que vimos quando do debate entre o Sindicato dos Trabalhadores e o responsável pela indústria Carmen Steffens. Ato de demonstração inequívoca de interesse público. O Sr. Paulo Afonso (Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros) demonstrou que sua cabecinha está postada na década de 80, naqueles tempos de grandes conflitos trabalhistas que geram vários “líderes”, os mesmos que hoje pululam no cenário brasileiro quase sempre em manchetes desabonadoras. O que Paulo tem que saber é que hoje o mundo mudou radicalmente. As negociações devem priorizar a manutenção do emprego à todo custo, mesmo que isso signifique alguma perda temporária para os dois lados. Somente o diálogo sincero e franco, eivado de boas intenções, pode levar a entendimento que signifiquem prejuízo menor para qualquer das partes. Nenhum empregador que goze de boa saúde mental gosta ou tem prazer em demitir colaboradores, pais e mães de família com filhos e compromissos. Ainda mais sabendo que a maioria foi treinada na própria empresa, com investimentos financeiros elevados. É óbvio que o Sr. Mário Spaniol não quer demitir. Para que desmantelar sua equipe competente e geradora de produtos com reconhecimento internacional! Por que ele daria um tiro no próprio pé? Lembro, por último, a importância desta empresa para nossa cidade, já que emprega mais de mil trabalhadores, gerando renda e movimentando a economia local. Também é inegável a liderança do Sr. Paulo Afonso, em seu sindicato. Ainda assim, peço que tenha cuidado com radicalismo. Pode ser um veneno, capaz de desagregar, ao invés de unir.
José Roberto Fidalgo Donadelli
Franca - SP
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