Uma vez por mês 600 pessoas em Franca recebem uma pizza em casa. Em troca, pagam R$ 15. Não têm muitas opções de sabores. Mussarela, calabresa ou vegetariana. Mas isso não tem a menor importância. O que interessa mesmo é que essas pessoas estão ajudando a manter os trabalhos do Berçário Dona Nina.
São os voluntários que não trabalham diretamente com nenhum projeto, mas ajudam. São os sócios da pizza. Para produzi-las existe um batalhão de gente. São pessoas que trocam horas de descanso ou afazeres do dia-a-dia para ajudar famílias que, muitas vezes, nem conhecem. Além do berçário, os voluntários são peças importantíssimas em muitas outras instituições e projetos.
Com vontade de ajudar o próximo, Roseli Milani Borges, 47, começou a colaborar na produção e distribuição de sopa uma vez por semana no Jardim Aviação. “Ajudar quem necessita é muito gratificante. Se eu pudesse me dedicaria todos os dias”, disse Roseli, que há três anos está neste meio.
A psicóloga Andreza Marangoni, 27, também começou um trabalho voluntário há três anos, mas o interesse em ajudar os mais carentes nasceu ainda na adolescência. Hoje ela mantém o consultório e três vezes por semana atende no Berçário Dona Nina. “Não consigo me imaginar sem o trabalho voluntário. Além da satisfação, tenho sempre o retorno das pessoas que atendo”.
O voluntariado também tem despertado o interesse dos mais jovens. Felipe Cintra, 21, trabalha durante a semana como autônomo, mas há um ano dedica seis horas por semana para ajudar quem precisa. “Eu ia no atendimento fraterno e me interessei pelo trabalho. Hoje até minha mãe ajuda”.
A presidente do Berçário Dona Nina, Ivone Ewbank, 50, e a diretora Rosinha Aylon, 52, são as mais experientes entres os voluntários. Ivone se dedica ao trabalho solidário há 27 anos e Rosinha há 30 anos. Juntas, as duas comandam cerca de 150 pessoas que ajudam de alguma forma. Ivone trabalha três vezes por semana.
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Já Rosinha só descansa na sexta-feira. Fazem de tudo. Ajudam na distribuição de sopa, da pizza, no atendimento fraterno e espírita (passe), acompanham a turma do crochê e costura e produção semanal de lanche para o Asilo Lar do Vovô, no Jardim Redentor, e visitam doentes acamados. “Quando os meus filhos ficaram adolescentes começaram a fazer uma série de atividades e eu fui ficando para trás. Foi aí que resolvi procurar um trabalho voluntário para me ocupar. O trabalho voluntário me ajuda a me sentir útil. Não me imagino fazendo outra coisa”, disse Rosinha.
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