Mãe e filha passam o ano bordando


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O voluntariado entrou na vida da dona de casa Adenise Moreira de Castro, 49, há três anos quando trocou Belo Horizonte (MG) por Franca. Ela nunca tinha trabalhado como voluntária, mas sentiu necessidade de encontrar uma ocupação extra depois de ter enfrentado um período de depressão e doenças. O primeiro contato foi com Rosinha Aylon, diretora do Berçário Dona Nina. “Comecei a ajudar na sopa e depois eu e minha mãe - Paulina Moreira, 70 - passamos a frequentar o grupo de bordado. Eu nem sabia bordar. Aprendi para ajudar como voluntária”. Hoje a dupla trabalha em casa nas horas vagas. Bordam até quatro horas diárias. Sempre que sobra um tempinho entre os afazeres domésticos, lá estão elas entre linhas e agulhas. Para Adenise, o trabalho voluntário não é apenas uma forma de ajudar os mais necessitados, funciona também como um remédio. “O bordado é uma verdadeira terapia. Depois que comecei reduzi até a quantidade de remédios que tomava”. Os trabalhos podem ser conferidos todo mês de novembro no bazar realizado pelo Berçário Dona Nina.

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