Rápido e turbinado


| Tempo de leitura: 3 min
Pronto em apenas três minutos, refúgio para muitos famintos e apressadinhos, o macarrão instantâneo, mas conhecido como "miojo", completou cinquenta anos e ainda faz sucesso entre a moçada. A invenção é apreciada no mundo todo. Os jovens são os principais consumidores da massa fina que leva tempero, por sua praticidade, diversidade no sabor e baixo custo (em média R$ 0,79). A palavra miojo ainda não está no dicionário, mas dispensa explicações. Quem na hora da fome já não foi salvo por um prato de macarrão instantâneo? Ele foi criado em 1958 no Japão. No Brasil, o miojo chegou em 1965, com os sabores galinha e carne. De lá para cá, vieram as novidades que fizeram o gosto de adultos e crianças. Picanha, feijão, bacon, hot dog, tomate e até os sabores hots, com toques apimentados fazem o maior sucesso. A rapidez para fazê-lo é um dos motivos do sucesso. O segredo de tanta rapidez no preparo é que o macarrão passa por um processo de secagem em óleo fervente, daí a característica da instantaneidade. O famoso miojo tem em média 395 calorias, uma quantidade considerada alta, mas se consumido com moderação não traz danos à saúde. Quem é adepto do miojo costuma exagerar na quantidade e pode passar a substituir as refeições tradicionais. "Aí o consumo pode se tornar prejudicial à saúde, pois o corpo necessita de outros nutrientes. Assim como qualquer alimento industrializado, não deve ser escolhido para substituir uma alimentação saudável. Para quem gosta o ideal é limitar a comer em média três vezes na semana", disse a nutricionista Cínthia Parisi. Para não se tornar o vilão na hora da alimentação o miojo deve ser complementado com proteínas e vegetais. "Aí ele será útil na substituição das refeições. Uma boa dica é misturá-lo com carnes, queijos, verduras e legumes", explica. Turbinar o miojo é o que faz a estudante Juliana Braga, 18. Ela adora um macarrão instantâneo, principalmente na hora do jantar. "Ele quebra galho quando não tenho mais nada em casa". De requeijão a linguiça, tudo serve para dar um sabor a mais na hora que Juliana prepara o seu prato. "Eu coloco de tudo. Até pedaços de mortadela", revela. O macarrão instantâneo também pode ser usado na preparação do tradicional prato japonês yakissoba (massa fina com legumes, verduras, carne picada e molho shoyo). "Nós usamos um massa especial, mas quem quiser pode trocar o macarrão pelo miojo que terá um yakissoba bem parecido", disse José Mauríco Arruda, proprietário do restaurante japonês Taikô. <b>Veja a receita</b>: <a target="_blank" href="http://gcncomunica.files.wordpress.com/2009/03/se-liga-miojo-saude.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2282" title="se-liga-miojo-saude" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/03/se-liga-miojo-saude.jpg?w=300" alt="se-liga-miojo-saude" width="300" height="120" /></a> <i>*Clique na imagem para ampliar.</i> <b>HISTÓRIA DO MIOJO</b> O criador do famoso macarrão instantâneo foi Momofuku Ando, que nasceu em Taiwan. Ele lançou o produto em 25 de agosto de 1958 e dizem que teve a ideia depois da Segunda Guerra Mundial, ao notar que a população passava muito tempo nas filas para comprar alimentos. Na época, enlatados e congelados eram raros e no mercado havia carência de produtos de preparo imediato. Por lá, o macarrão instantâneo foi considerado a invenção japonesa mais importante do século 20. Momofuku morreu de ataque cardíaco aos 96 anos no dia 5 de janeiro de 2007.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários